Curitiba O Conselho da Polícia Civil decidiu ontem determinar a instauração de investigação preliminar para apurar a veracidade das provas do contato telefônico entre o delegado-geral Leonyl Ribeiro e o suposto líder de quadrilha de roubo de cargas, o empresário Mário Fogassa, reunidas pelo Ministério Público.
A apuração dos fatos, segundo nota oficial do Conselho da Polícia, foi solicitada pelo próprio delegado-geral. Sua assessoria de imprensa informou que Leonyl Ribeiro não dará entrevistas sobre o assunto enquanto as investigações estiverem em andamento. Ele disse, ainda, que o delegado ''está com a consciência tranquila porque cumpriu a lei''.
A nota do Conselho, assinada pelo presidente em exercício Roberto Ferreira do Nascimento, afirma que as investigações irão apurar as circunstâncias em que as degravações telefônicas aconteceram e a forma como foram obtidas para, posteriormente, levantar responsabilidades. A Corregedoria da Polícia Civil é que vai designar um delegado para presidir a investigação preliminar, cujo prazo para conclusão é de 90 dias.
Leonyl Ribeiro assumiu o cargo de delegado-geral há cerca de dois anos e oito meses, depois da passagem da CPI do Narcotráfico pelo Paraná que denunciou o envolvimento de policiais civis e militares com o crime organizado.
A Corregedoria já instaurou procedimentos para investigar o suposto envolvimento dos delegados Armando Marques Garcia e Margareth Motta e do superintendente Hélcio Piasseta com a mesma quadrilha. Garcia e Piasseta estão presos desde o dia 27 de setembro e Margareth continua foragida.

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