Polícia vai investigar casos
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Acácio de Azevedo, disse ontem que a polícia vai começar a investigar os novos casos de golpes do cartão magnético. O delegado observa, porém, que o cliente deve estar sempre atento e não pode pedir orientação sobre o funcionamento dos caixas eletrônicos a pessoas estranhas.
‘‘O que acontece é que tem muitas pessoas que não têm pleno conhecimento do funcionamento do cartão. E o malandro fica ali e acaba trocando o cartão’’, disse. O delegado orienta: A pessoa que perceber que está sendo enganada deve avisar a polícia de forma discreta para que os estelionatários não fujam, como ocorreu no caso do analista de sistemas João Bosco Nogueira. ‘‘E se for para pedir orientação, só deve pedir para quem realmente é funcionário do banco’’, destaca. ‘‘Tem que olhar depois se o cartão é mesmo o dele.’’
O presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, José Francisco da Silva, reforça a opinião de que o cliente deve estar sempre atento. Ele pondera, porém, que muitos dos problemas que ocorrem hoje nas agências bancárias poderiam ser evitados se houvesse mais funcionários.
‘‘O correto seria ter orientadores em todos auto-atendimentos. Tem muita gente, como pessoas idosas, aposentados, que não sabem direito como funcionam as máquinas e pedem ajuda mesmo’’, afirma. ‘‘Mas hoje, com o sistema de senha, a única forma do cliente se defender é proteger a própria senha.’’
O sindicalista acrescenta que o golpe com pessoas se passando por bancários, em horário de atendimento, é antigo e funciona de várias formas - como troca de cartões e folhas de cheque. Por isso, a orientação é ficar sempre atento para quem oferece ajuda.
Enquanto isso, os golpes continuam. Na semana passada, por exemplo, um cliente da agência do HSBC da Rua Quintino Bocaiúva, que não quis se identificar, revelou à Folha que teve um prejuízo de R$ 12 mil. Segundo ele, por volta das 8 horas o caixa eletrônico do banco ‘‘engoliu’’ o cartão e não devolveu. Ele tentou falar pelo telefone anexado à máquina, mas o aparelho estava colado no gancho.
Um desconhecido que estava ao lado, com telefone celular, disse que estava com o mesmo problema e que estava falando com o serviço de atendimento do banco. Por isso, ofereceu o celular para que ele também avisasse sobre o problema. No telefone, sem desconfiar que se tratava de um golpe, o cliente foi avisado por uma voz feminina que a conta estava bloqueada. No mesmo dia, a vítima teve descontado de sua conta R$ 12 mil em duas agências do HSBC Bamerindus de São Paulo. (L.H)

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