Érika Pelegrino
De Londrina
O promotor Bruno Galatti entregou ontem ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, seis processos que comprovaram irregularidades em contratos firmados pela Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). A Promotoria Pública apurou documentos referentes às empresas Vêneto, Ecodata, Sistema, Oficina Três Marcos, Londri Areia e o processo que apurou irregularidades na compra de marmitex. Os demais processos serão entregues nos próximos dias.
Documentos falsos, desaparecimento de documentos que comprovem que a licitação foi realizada e que tipo de serviço foi prestado e desvio de verbas que somam mais de R$ 2 milhões foram constatados durante o procedimento investigatório realizado pela promotoria desde fevereiro, quando surgiram as primeiras denúncias contra a AMA.
A documentação de sete processos licitatórios envolvendo a Vêneto, Sistema e Ecodata desapareceram da AMA, segundo Galatti. Nos seis casos que já estão na polícia soma-se uma quantia de mais de R$ 1,5 milhão que foram pagos a estas empresas por serviços não prestados ou superfaturados.
O delegado Wanderci Corral afirmou que, no decorrer desta semana, irá designar um delegado para o inquérito da AMA. Ele afirmou que ainda não tinha visto os processos e por isso não quis adiantar quais serão os procedimentos da polícia.
Galatti adiantou que ficará a cargo da polícia chamar os envolvidos nas irregularidades para depor, fazer exames grafotécnicos - nos casos de documentos falsos - entre outros procedimentos. O promotor afirmou que tem, no mínimo, mais nove processos sendo concluídos para posteriormente serem entregues à polícia.
Os casos de documentos falsos serão encaminhados à Polícia Federal, explica Galatti. O promotor encaminhará, também, ainda esta semana, um ofício ao presidente da AMA, Rubem Canizares, solicitando os resultados da sindicância realizada pela Procuradoria-Geral do município no caso específico do processo licitatório da Tâmara, que deu origem à investigação na AMA, a pedido da vereadora Elza Correia (sem partido).
Para a Tâmara teriam sido desviados R$ 370 mil. A empresa prestava serviços de roçagem e capina para a AMA. A promotoria constatou que a Tâmara estava recebendo por áreas nas quais não estava fazendo o serviço. Galatti afirmou que está fazendo um levantamento da quantidade de áreas urbanizadas e não urbanizadas pelas quais a empresa teria recebido sem fazer a roçagem e capina.
O promotor está solicitando os resultados da sindicância aberta pela Procuradoria Jurídica neste caso.

mockup