Polícia vai aos colégios alertar contra drogas
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segunda-feira, 23 de junho de 2003
Candice Dequech<br> Equipe da Folha 
Curitiba A Polícia Civil do Paraná lançou ontem o projeto Anjos da Escola, numa tentativa prevenir e alertar adolescentes quanto ao uso de drogas. A idéia é fazer o alerta através da simulação de ações realizadas pela polícia. Uma equipe de policiais civis do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e do Canil da Polícia Civil estiveram no Colégio Estadual do Paraná, num dos eventos da 8 Semana Estadual de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (Previda). O Anjos da Escola também quer aproximar a polícia das crianças e adolescentes.
O projeto prevê visitas periódicas nas escolas, nas quais os cães treinados vasculharão o ambiente a procura de entorpecentes. A escola é quem vai programar os dias de visitas. O diretor do Colégio Estadual do Paraná, Wilson Roberto de Paula Souza, aposta no projeto. Segundo ele, o colégio já possui um programa próprio, no qual os representantes de classe se encarregam de relatar denúncias do uso e tráfico de entorpecentes dentro do colégio à diretoria. Também são promovidos trabalhos de prevenção e palestras educativas.
Os policiais do Tigre apresentaram aos estudantes armamentos, explosivos e equipamentos de segurança utilizados nos trabalhos da polícia. Os jovens também puderam observar como é feita a busca de entorpecentes por cães treinados.
Presidente da União Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança do Paraná e colaborador do projeto, José Augusto Soavinski disse que existem cerca de 350 mil usuários de drogas no Paraná. Para ele, o dado é alarmante principalmente porque a grande maioria dos usuários de drogas é jovem. ''Os jovens começam a experimentar drogas, hoje em dia, a partir dos 12 anos de idade.''
Soavinski conta que os primeiros sintomas que evidenciam que o jovem está utilizando drogas são o desleixo nos estudos, o descaso com professores e atividades escolares. ''O aluno torna-se um manipulador. A droga causa o desvio de conduta e o aluno torna-se um traficante em potencial.'' Outros indícios são objetos que os pais podem encontrar com seus filhos, como papéis de seda, que são feitos para enrolar cigarros de maconha, e papéis laminados, que podem ser usados para o consumo de crack.


