Polícia vai abordar passageiros de táxis
Chiara Papali
De Londrina
Especial para a Folha
Os táxis que estiverem circulando com passageiros à noite, principalmente nos bairros e periferia da cidade, serão abordados por viaturas da Polícia Militar (PM) que estiverem fazendo a ronda. Esta é uma das medidas definidas ontem, em reunião entre o comando da PM e o Sindicato dos Taxistas de Londrina, realizada pela manhã no 5º Batalhão da Polícia Militar (5ºBPM).
Ontem à tarde, por volta das 14 horas, mais um taxista foi assaltado. Segundo informações de funcionários do Rádio Táxi Faixa Vermelha, Eduardo Afonso levou dois tiros (um no braço e outro barriga), durante uma corrida na zona oeste. Ele foi solicitado para atender uma corrida e os assaltantes levaram a vítima até uma favela localizada na saída para Ibiporã (zona leste). Ontem, no final da tarde, ele estava sendo submetido a uma cirurgia no Hospital Universitário. Também no final da tarde, a Polícia Militar prendeu quatro acusados do crime: Alcides Silveira Júnior, 18 anos (fugitivo do 4º distrito policial), José Rodrigues, 29 anos, e o menor J.A.M.B., 17 anos.
No último final de semana, três assaltos à mão armada contra taxistas levaram a categoria a se mobilizar e pedir mais proteção. O comandante do 5º BPM, Sílvio José Mazalotti, lembrou que na periferia a incidência de assaltos a taxistas é maior. A população deve encarar com naturalidade essa ação, pois os marginais que assaltam os táxis são os mesmos que assaltam postos de gasolina e estabelecimentos comerciais. Dessa maneira a polícia estará protegendo também o cidadão comum, disse o comandante.
Esta ação preventiva junto aos taxistas da cidade, de acordo com o comandante, se inicia imediatamente, mas não vai mobilizar mais viaturas da PM. O efetivo da polícia que faz as rondas à noite é que irá realizar mais este trabalho, comunicou Mazalotti.
Durante a noite cerca de 180 motoristas de táxis estão trabalhando. O medo e o risco são muito grandes, informou o presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antônio Pereira da Silva. Ele também fez a proposta de que os taxistas façam uma carteira de identificação junto ao sindicato, com foto recente, e que trabalhem com ela. Quando a polícia fizer a abordagem, o taxista será identificado através desta carteira.
O comandante da PM e representantes do sindicato discutiram também a implantação de outros mecanismos de segurança. A idéia é que, quando o taxista suspeite do passageiro, tenha uma maneira de avisar a central, que por sua vez vai ativar a polícia, informou Mazalotti.





