Polícia trabalha para desarmar a população
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quinta-feira, 16 de janeiro de 1997
Simone Mattos 
Da Sucursal
Kraw Penas/Folha de LondrinaNelson Karvat decidiu entregar a polícia revólver comprado ano passadoA Polícia Civil do Paraná, através da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), está incentivando à população a se desarmar. A polícia está realizando ações periódicas para recolher armamento ilegal e vai dificultar a obtenção de porte de armas de fogo, informa o delegado Marcus Vinícius Michelotto informou.
Queremos diminuir o número atual de cerca de 800 portes de armas concedidos mensalmente, disse o delegado. Para isto, se tornará obrigatório que o interessado se submeta a um exame psicotécnico, que provará se ele está habilitado a portar uma arma de fogo sem oferecer perigo à sociedade.
Além deste procedimento, o interessado em adquirir a arma terá que apresentar todos os outros itens, já exigidos atualmente. Entre eles estão vários documentos, certidão negativa de antecedentes criminais e a realização de exames escritos e práticos sobre o manejo da arma.
Michelotto explicou que, há um mês, tiveram início os arrastões com o objetivo de apreender armas irregulares. A campanha será agora levada ao interior do Estado. É uma forma de coibir a circulação de armas entre a sociedade, disse.
O delegado açerta para a importância da conscientização da população em relação ao desarmamento e citou como exemplo as atitudes de três pessoas que procuraram voluntariamente a Deam para entregar suas armas. Uma delas, o construtor Nelson Karvat, confessou ter se arrependido de comprar um revólver calibre 38 no ano passado.
Passou a ser um pesadelo, eu e minha família não tínhamos mais tranquilidade, disse. Ele adquiriu a arma pensando em ter maior segurança, mas percebeu que o que ocorria era exatamente ao contrário. Karvat disse que ficava o tempo todo pensando que poderia ocorrer algum acidente com a arma.
O construtor, que tem três filhos, comprou o revólver por mais de R$ 400,00 e disse que preferiu perder este dinheiro a correr riscos constantes. Por isto, decidiu procurar a Deam e entregar a arma, que foi incorporada ao patrimônio da Polícia Civil e provavelmente será usada por um dos investigadores.
A Deam orienta os que quiserem seguir o exemplo a comparecer à Rua Ermelino de Leão 513, fone 323-2144.


