Curitiba - A investigação sobre o assassinato do estudante Osíris Del Corso, 22 anos, e a violência contra sua namorada, M.P., 23, ganhou uma nova versão ontem à tarde. Desde o dia 1º de fevereiro, a polícia tem investigado um caso de homicídio e de uma suspeita de estupro. Ontem, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) afirmou que o suspeito teria cometido latrocínio (roubar para matar) consumado, latrocínio tentado e atentado violento ao pudor.
Não foi a primeira vez neste caso que a polícia recuou em suas afirmações. Na semana passada, o delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura informou que a jovem não reconheceu a camiseta manchada de sangue, encontrada na trilha do Morro do Boi, como peça usada pelo suspeito, mesmo depois que a própria Sesp confirmou o reconhecimento.
De acordo com a Sesp, em novo depoimento, a jovem lembrou que o casal carregava uma quantia em dinheiro e que havia sido levada pelo suspeito, o que caracterizaria latrocínio. Sobre a camiseta, o órgão agora esclarece que a jovem viu semelhanças entre a muda de roupa encontrada e a vestimenta usada pelo criminoso.
Cartaxo também contou à Agência Estadual de Notícias (AEN) que ela nunca disse em depoimento que foi estuprada, mas sim molestada sexualmente. Ele diz que o criminoso tocou em partes íntimas dela, o que justificaria a acusação de atentado violento ao pudor.
No início da tarde de ontem, uma emissora de televisão divulgou o relato de uma suposta testemunha que teria visto mais um homem no Morro do Boi. A polícia informou que trabalha com a hipótese de haver outra pessoa envolvida com o crime e que já teria indícios, mas ainda seriam apenas suposições.
A Sesp afirmou que a versão do detido de que estaria trabalhando no dia do crime caiu. Segundo o órgão, colegas de trabalho teriam afirmado que ele não estaria no emprego no momento do crime. O advogado de defesa do suspeito acredita ter derrubado as provas que a polícia teria contra seu cliente e que a mudança de acusação seria uma estratégia da polícia para comprometer seu cliente, que nega a participação no crime.

mockup