O secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, anunciou ontem, em Londrina, a criação de um Grupo Especial de Combate ao Narcotráfico como medida para reduzir o índice de criminalidade na cidade. O grupo, formado por delegado e investigadores da Polícia Civil e policiais militares, vai ter o apoio logístico da Polícia Federal e agir em todos os delitos que envolvam o tráfico de drogas. Além disso, o secretário também pediu ontem o apoio da Prefeitura e estará conversando hoje, às 9h30, com a coordenação do Ministério Público e direção do Fórum de Londrina, para ações integradas que envolvam usuários de drogas e menores infratores.
O anúncio do novo grupo foi feito logo depois de uma reunião, no 5º Batalhão da Polícia Militar, com o tenente-coronel, Rubens Guimarães; o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro; o delegado-chefe da Polícia Federal, João do Prado; o comandante-geral da PM, coronel Gilberto Foltran. A reunião contou com a participação do delegado-chefe da Força-Tarefa Nacional de Combate ao Crime Organizado, Luiz Alberto Cartaxo Moura.
Segundo o secretário, a criação do grupo é resultado de uma conversa mantida com a governadora em exercício, Emília Belinati, na sexta-feira. ''Nessa conversa fizemos uma avaliação da segurança no Estado e chegamos a conclusão que Londrina precisava de um trabalho específico no combate ao narcotráfico, que está por trás da maioria dos crimes ocorridos aqui'', afirmou. De acordo com Tavares, o grupo especial vai ser permanente e ''implacável'' com traficantes e usuários de drogas. ''O grupo terá todo o apoio que for necessário'', afirmou. Tavares disse também que o grupo não ficará sediado nem na 10 Subdivisão Policial nem no 5º BPM, mas em um local próprio que não será divulgado por medida de segurança. ''Será uma equipe enxuta, responsável pela investigação de todos os crimes ligados ao tráfico, sejam homicídios ou não'', afirmou.
De acordo com Tavares, o grupo deverá começar a trabalhar o mais rápido possível. ''Só é preciso que o comandante da PM e o delegado-adjunto, além do delegado-chefe da PF definam quais serão os policiais que participarão. Definidos os nomes, eles começam a trabalhar'', garantiu. Não haverá reforço da polícia de outras cidades.

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