Polícia tenta rastrear assaltantes
Israel Reinstein
De Curitiba
Um dia depois do assalto à Empresa de Transporte de Valores Proforte, em Curitiba, o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ainda tinha pistas concretas dos assaltantes. Os policiais descobriram que 32 pessoas foram sequestradas pelo bandidos, que levaram R$ 6,329 milhões da empresa. Um dia antes, a informação era de R$ 5 milhões e 30 vítimas.
Somente ontem, os investigadores foram consultar nos aeroportos da Grande Curitiba (Bacacheri e Afonso Pena), para saber que vôos saíram da cidade na última quarta-feira. E também foi reforçado o número de barreiras espalhadas pelo Estado. Parte das investigações do Cope feitas ontem foi baseada em denúncias telefônicas. Por diversas vezes, viaturas do Cope saíram em apurações infundadas.
Os trabalhos do segundo dia começaram tumultuados. O delegado encarregado das investigações, Artur Zanon, do Cope, acusou a Polícia Militar de atrapalhar o trabalho. Na noite anterior, os PMs encontraram um carro da marca Gol, placa CSB 2382, de São Paulo, que mais tarde se descobriu ser dos assaltantes.
A falha para isolar a área comprometeu as investigações, disse o delegado, referindo-se ao fato de que os PMs abriram e vasculharam o carro antes da perícia. No carro, haviam radio-comunicadores, tíquetes de compra, munições e roupas. Por causa dessas acusações, a cúpula da Secretaria de Segurança reuniu na noite de ontem as duas instituições para por fim ao bate-boca.
Outra situação de conflito aconteceu quando o gerente geral da Proforte, Gerson Pires, declarou à Rádio CBN que avisou a Polícia Militar que estava acontecendo o assalto. Consegui acionar o alarme, antes de ser consumado o fato do assalto. Liguei para a área de segurança em São Paulo e para Polícia em Curitiba, disse. Eles vieram aqui e viram o vigilante desarmado e acham que estava normal, lembrou Gerson, afirmando que isso aconteceu no meio do assalto. Porém, o comandante do Policiamento da Capital, coronel Gilberto Foltran, afirmou que nunca houve essa ligação.
No começo da tarde, o delegado Artur Zanon passou a ouvir os três gerentes sequestrados Gerson Pires, Wanderlei Ortega e Odival Wolter e o motorista Leonildo Gerônimo Ivasko. Nenhum deles quis falar com a imprensa.
O delegado esperava concluir ainda na noite de ontem, o retrato falado de outros integrantes envolvidos no assalto. De acordo com o Cope, dos 25 assaltantes, apenas três mantiveram o rosto coberto durante todo o assalto da Proforte.





