Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A Polícia Civil de Mandaguaçu (16 km a noroeste de Maringá) aguarda uma varredura nos registros do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina para tentar localizar o corpo de Luís Augusto dos Santos, 38 anos, morto a pauladas em novembro de 1996. A família e a polícia tratavam o caso como um desaparecimento. ‘‘Agora, sabemos que se trata de um homicídio, mas precisamos comprovar materialmente o crime com o registro do corpo de Santos’’, explicou ontem à Folha o delegado Maurício de Oliveira.
Santos teria sido vítima do estelionatário José Aparecido Pereira, 44 anos, foragido da Justiça desde 1993 e conhecido no meio policial como ‘‘Zé Paranᒒ. O caso só veio à tona com a prisão de Maria de Lourdes Malice Escarso, 38 anos, que vivia com ‘‘Zé Paranᒒ e manteve na ocasião um caso com Santos, trabalhador rural de Iguatemi, distrito de Maringá.
Segundo o delegado, em 1996 Santos se apaixonou por Maria e largou tudo para viver com ela, inclusive o emprego em uma usina de açúcar. Na história levantada pelo delegado e confirmada agora por Maria, Santos teria sido morto por causa do dinheiro da rescisão de contrato, pouco mais de R$ 1,3 mil.
Maria confessou que em novembro de 1996 atraiu Santos para uma vila entre Centenário do Sul e Porecatu (84 km ao norte de Londrina). No local, ele foi atacado por ‘‘Zé Paranᒒ e morto a pauladas. O corpo foi abandonado em uma valeta e localizado dois meses depois pela Polícia Militar de Centenário do Sul. A PM descreveu a ocorrência em um boletim e encaminhou o corpo para o IML de Londrina.
Conforme Oliveira, a polícia do Estado de São Paulo, para onde o estelionatário fugiu com Maria, esteve por três vezes no encalço de ‘‘Zé Paranᒒ. ‘‘Ele conseguiu escapar e a Maria só foi presa porque um de nossos investigadores que acompanha a história a reconheceu em Cruzeiro do Sul’’, acresentou o delegado.

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