Londrina
Os 2º, 3º, 4º e 5º Distritos Policiais (DPs) alcançaram ontem à tarde suas lotações máximas, colocando a polícia em estado de alerta. O delegado-adjunto da 10ªSubdivisão Policial, Acácio Azevedo, afirmou que os DPs estavam abrigando 204 presos; a capacidade deles é para apenas 104 detentos.
‘‘A situação é preocupante e não temos previsão do que poderá acontecer ser o problema de superlotação não for contido’’, disse o delegado. ‘‘Estamos quase com o dobro de presos nas celas, o que pode acontecer uma tragédia.’’
O delegado afirmou que os policiais que ficam sozinhos nos DPs não têm meios para conter qualquer reação de presos. Acácio azevedo disse que está precisando da ajuda da Polícia Militar para fazer a segurança nos distritos.
Na semana passada, o comandante do 5º Batalhão da PM, Marino Ari Burille, retirou os policiais que faziam a guarda externa nos DPs. O comandante alegou que a medida era para complementar o pessoal de rua, com a finalidade de ampliar o policiamento preventivo da Cidade. Foram retirados 8 policiais militares dos DPs.
Recentemente, quatro distritos policiais foram reformados, depois de serem destruídos por rebeliões e fugas de presos. Acácio Azevedo disse que as estruturas foram reforçadas, mas pouco adiantarão para conter uma fuga, se não tiver polícia para vigiá-los. ‘‘Estamos ocupando quase todo nosso efetivo na guarda de presos. Vamos voltar a falar com o comandante Burille, para ele nos ajudar. Na minha ótica, se ele conservar os soldados nos DPs, estará também fazendo o trabalho de policiamento preventivo, pois estará evitando fugas e não deixando os criminosos invadirem a Cidade.’’
A Folha não encontrou o comandante Burille para falar a respeito ontem à tarde.
O delegado-adjunto da 10ª SDP informou que até o final de setembro a situação de lotação nos distritos se mantinha relativamente normal.
Em cada cela para quatro presos estão, em média, nove. Em pior sittuação se encontra o 5º DP (zona norte). Apenas duas celas estão sendo ocupadas para abrigar 28 presos. As outras quatros continuam destruídas, depois da rebelião ocorrida há cinco meses.

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