A Delegacia de Homicídios tem três suspeitos (dois homens e uma mulher) e duas linhas de investigação para tentar chegar ao assassino - ou assassinos - da socióloga e fotógrafa Leila Wright, de 36 anos. Ela foi morta com 14 facadas na noite da última quarta-feira na casa onde morava, no Jardim Social, em Curitiba. Dois suspeitos aparecem numa foto encontrada no carro de Leila, que foi levado pelo assassino e abandonado sexta-feira no bairro Pilarzinho.
Até ontem à tarde, a polícia tinha apenas o nome de um dos suspeitos, que não foi divulgado. Segundo o delegado Josmair de Camargo, é um homem que mora em Curitiba. Ele foi arrolado como suspeito com base no depoimento do irmão de Leila, João Paulo Wright, de 34 anos, e no conteúdo de três microcassetes com mensagens deixadas na secretária eletrônica da vítima.
De acordo com o delegado, a maior parte das gravações contém cumprimentos pelo aniversário de Leila, que foi no dia 4. No meio dos cumprimentos, aparece uma voz masculina dizendo: ‘‘Maldita, vagabunda’’. É essa gravação que leva a polícia a considerar a hipótese de crime passional. Sabe-se que, antes do atual namorado - Heládio José Campos Leme, professor da Universidade de Uberlândia (MG) -, Leila teve um longo relacionamento com outro homem.
Algumas pessoas ligadas a Leila consideram a possibilidade de vingança ou crime relacionado à militância da fotógrafa, que participava do movimento Tortura Nunca Mais.
O irmão de Leila disse não conhecer o casal que aparece na foto encontrada no carro, um Gol preto ano 97. A foto estava recortada, separando o casal de outras pessoas, que aparecem dançando num palco. A polícia só apurou até agora os apelidos do homem e da mulher que aparecem em primeiro plano.

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