James Alberti
A enfermeira Neusa da Costa, que cuida da ex-consulesa Naime Zattar Bittar, 90 anos, e o segurança Joel Alves da Silva prestaram depoimento ontem à tarde na Delegacia de Homicídios. Eles foram as primeiras pessoas a encontrar os corpos dos dois segurança - Joacir Barbosa e Victor Antoniack - da Mansão da família Bittar, assassinados anteontem à noite, no bairro Batel, em Curitiba. Os depoimentos pouco acrescentaram para esclarecer a causa do crime.
Neusa reafirmou ter ouvido estampidos por volta de 18h45, mas disse ter pensado que fosse o barulho de escapamentos. Depois de encontrar os corpos, a enfermeira avisou Joel da Silva, que trabalha na casa ao lado. Este chamou a polícia.
O delegado Acir Pereira da Silva, da Delegacia de Homicídios, assumiu o caso, o que demonstra enfraquecimento da tese de assalto. Esta foi a primeira hipótese defendida por policiais que estiveram no local. Mesmo assim, uma possível tentativa de roubo não foi completamente descartada. Prova disso, segundo Silva, é que a Delegacia de Furtos e Roubos irá auxiliar nas investigações. O delegado não descarta também as hipóteses de vingança ou crime passional.
Até ontem, Silva não sabia com quantos tiros haviam sido mortos os seguranças. Ele também não pôde informar o calibre das armas usadas pelos homicídas. O delegado afirmou, porém, que, pelo forma como estavam dispostos os corpos, não há qualquer possibilidade de ter havido troca de tiros entre os próprios vigias. Joacir Barbosa trabalhava para o Grupo Waleseg e cubria férias para um colega. Victor era segurança particular da família Bittar há cinco anos.

mockup