Polícia tem suspeitos de assassinatos
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Florestópolis - A Polícia Civil de Porecatu ainda não descobriu o assassino do office-boy Wagner Andrade da Silva, 20 anos, e da estudante Tatiana de Souza Amaral, 17, mortos na madrugada de 20 de dezembro do ano passado, em Florestópolis (73 km ao norte de Londrina). Encerrado o prazo para a conclusão do inquérito, o delegado Fátimo de Siqueira deverá submetê-lo à apreciação do Ministério Público e pedir mais tempo para investigação.
Segundo ele, várias pessoas ligadas às vítimas já foram ouvidas, mas os principais suspeitos ainda não foram localizados. Trata-se de três homens que na mesma noite do desaparecimento da dupla chegaram à cidade armados procurando o carro dirigido por Wagner, uma caminhonete Saveiro, bege, placas BLI-1615, de Bela Vista do Paraíso.
O retrato falado do trio já é conhecido pelas Polícias Civil e Militar de todo Estado. Na opinião de Siqueira, eles são da região e, conforme denúncias, estiveram em Florestópolis no último sábado. ''Por enquanto, não sabemos se eles têm ficha criminal, mas temos informações de pessoas que dizem conhecer, pelo menos, um deles'', acrescentou.
O laudo de necropsia dos corpos feito pelo Instituto Médico Legal (IML) de Londrina trouxe mais uma dúvida: Tatiana sobreu ou não abuso sexual? Essa pergunta deveria ter sido respondida pelos legistas mas, segundo o delegado, o documento entregue a ele esta semana não trouxe qualquer informação relativa ao exame. ''Estranhei o fato, principalmente, porque a moça foi encontrada nua com o sutiã amarrado ao pescoço'', acrescentou.
O chefe do IML de Londrina, Gabriel Fernandes Filho, disse que esse tipo de exame é praxe em casos de morte violenta e não soube dizer porque não foi feito. Ele cogitou a possibilidade do resultado não ter sido mencionado, talvez, porque ainda esteja em andamento. ''No momento, estou fora do IML, não tenho o laudo em mãos e não sei quem foi o perito responsável'', respondeu ontem o médico.
Ele garantiu que o delegado de Porecatu tem o direito de requisitar mais informações ao Instituto. Da mesma forma, o próprio Siqueira informou que é possível incluir algumas observações no inquérito antes de enviá-lo à promotoria.


