Curitiba A Delegacia de Homicídios acredita ter encontrado o suspeito da morte do empresário Paulo Gustavo de Freitas Turkiewicz: um advogado conhecido da família da vítima. O filho do proprietário da extinta rede de lojas Disapel foi assassinado com quatro tiros na cabeça, na última terça-feira, na Academia Paranaense de Tênis, em Santa Felicidade, em Curitiba.
O delegado José de Deus, responsável pelas investigações, levantou a suspeita ontem, depois de tomar os depoimentos da mulher da vítima, Florinda do Rosário Cardoso Tomé, e do advogado. Segundo o delegado, a polícia encontrou com o advogado uma pistola 380, o mesmo calibre da arma usada no crime. Ele disse ainda ter outros indícios que estão sendo mantidos em sigilo.
''A arma já foi apreendida e encaminhada para perícia'', afirmou o delegado. Segundo ele, a prontidão do advogado em prestar assistência à família da vítima chamou a atenção. ''Ele também foi a primeira pessoa a chegar no local, depois da polícia'', disse. José de Deus disse que a mulher do empresário relatou que em fevereiro, após ter voltado de férias, recebeu uma ligação misteriosa na qual era solicitado seu endereço para que fosse enviada uma revista, que acabou não chegando.
De acordo com os depoimentos coletados na delegacia, na última segunda-feira, Paulo Gustavo teria ido almoçar com o advogado em um restaurante japonês localizado na Avenida Iguaçu. Após sair do restaurante, o empresário percebeu que estava sendo seguido por uma moto e um Chevette.
No dia do crime, quando Paulo Gustavo passou em casa para trocar de roupa e ir ao clube onde jogava tênis, ele teria percebido que a mesma moto e o Chevette que o seguiram no dia anterior estavam estacionados em frente a uma construção próxima ao edifício onde mora. O empresário teria, em seguida, contado à sua mulher. De acordo com o delegado, Florinda disse ter visto o veículo e a moto próximos ao edifício.
A polícia descarta a suspeita de que o assassinato tenha alguma relação com credores da extinta rede de lojas Disapel.
A Folha tentou contato com o advogado. Mas, através do serviço telefônico 102, foi informada que o número dele não pode ser divulgado a pedido do cliente. A reportagem também fez consultas pela internet, aos sites da Brasil Telecom e do SOS 102. Na lista telefônica, também não consta o número e na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o telefone não foi fornecido.

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