Polícia tem suspeito de atropelar idoso
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sábado, 06 de dezembro de 2003
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
A Polícia Civil já tem o nome do suspeito de ter atropelado e matado o mestre-de-obras Pedro Cardoso, 60 anos, na noite da última quarta-feira, na Avenida Tiradentes (Zona Oeste de Londrina). Elvislei da Silva, conhecido como ''Branco'', mora em Rolândia (25 km a oeste de Londrina) mas, até a tarde de ontem, não havia sido encontrado por policiais na cidade.
Cardoso foi vítima de um atropelamento brutal. Além de sofrer múltiplas fraturas, ele teve a perna decepada. Somente no dia seguinte ao crime, peritos encontraram a perna do idoso, a cerca de 40 metros do local. O membro teria sido arrancado do veículo, embrulhado em um pedaço de jornal, e lançado em um alambrado da via.
O veículo Opala, que teria atropelado Cardoso, foi achado, anteontem, em uma oficina mecânica em Rolândia, ao lado de um bar que pertence à companheira de Silva. Segundo o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso, que esteve no local, a filha da proprietária do bar disse que Silva chegou em casa muito nervoso na noite do atropelamento, e contou que havia batido o carro em uma árvore.
Através de denúncias, a polícia descobriu que Silva comprou uma passagem para Bauru (SP) na quinta-feira. À noite, no horário de partida do ônibus, agentes foram até o Terminal Rodoviário, mas o suspeito não apareceu. Outra informação obtida pela polícia é de que Silva levava mais uma pessoa no carro.
A polícia apurou também que Silva não possuía habilitação. O carro está registrado em nome de sua companheira. ''Ela também poderá sofrer pena por ter entregue um veículo para pessoa não habilitada. Já o atropelador pode ser condenado por homicídio doloso (6 a 20 anos de prisão) ou culposo (1 a 3 anos), dependendo da avaliação da Justiça'', explicou Barroso.
O chefe do Instituto de Criminalística, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, informou que em uma área que foi isolada nas proximidades do local do acidente foram encontradas lascas de tinta da lataria do veículo, partes da lanterna e da sinaleira, além de uma pedaço de um limpador de pára-brisas. Ele completou que todas essas provas bateram com a do carro localizado em Rolândia. (Colaborou Gilmar Agassi)


