Polícia tem problemas mais sérios
Polícia tem problemas mais sérios
Apesar de ser considerada uma contravenção, o jogo do bicho não está na lista de prioridades do setor de segurança pública do Estado. O secretário da Segurança, Cândido Martins de Oliveira, já informou a assessores que o fato de não haver nenhuma denúncia de que o jogo esteja atrelado ao crime organizado, faz com que ele não seja alvo de investigação. Segundo assessoria do secretário, a maior preocupação hoje é reduzir a criminalidade e solucionar os problemas considerados mais sérios como aumento de casos de violência nas grandes cidades.
O delegado de Ordem Social, Olavo Romanus, confirma a linha adotada pela Polícia Civil e diz que hoje a preocupação é com outros tipos de crime. A delegacia elegeu como prioridade o fechamento de bares que estão irregulares, por exemplo, afirmou.
Romanus ressaltou que hoje o jogo do bicho se tornou inofensivo, pois, além de não estar atrelado à criminalidade, ele tem reduzido a cada ano. Os próprios banqueiros do jogo do bicho dizem que a queda nas apostas foi de 70% nos últimos quatro anos. A redução está atrelada à concorrência com os jogos legais. O delegado diz que, praticamente, não recebe denúncias contra os bicheiros e por isso o assunto caiu no esquecimento.
Mas nem sempre a situação foi calma para os banqueiros do jogo do bicho. A maioria dos bicheiros ainda se recorda da perseguição que eles sofreram até meados de 1994, durante o governo de Roberto Requião (PMDB). O ex-governador instituiu a Operação Grande Festa, que em um ano fez 1,9 mil flagrantes a casas lotéricas e bares na tentativa de pegar os donos das bancas.(C.M.)





