Polícia tem novas pistas de crime
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terça-feira, 06 de abril de 1999
DivulgaçãoRetrato descrito por testemunhasLucinéia Parra 
A polícia de Paranavaí divulgou ontem o retrato falado de um dos suspeitos de participar do assassinato de Eduardo Anghinoni, 30 anos, irmão de Celso Anghinoni, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), na região de Querência do Norte. Eduardo foi morto terça-feira passada, atingido por cinco tiros de arma de fogo quando conversava com Celso, na casa da família, no assentamento Pontal do Tigre.
O retrato falado foi feito com base nas descrições de uma testemunha. O delegado chefe da 8ª Subdivisão Policial de Paranavaí, Luiz Norberto Canhoto, responsável pelas investigações, não revelou ontem o nome da testemunha e nem detalhes do seu depoimento. Segundo Canhoto, a testemunha é ligada ao MST e teria visto três homens suspeitos rondando a casa de Celso Anghinoni cerca de uma hora antes do crime. Embora tenha visto três pessoas, a testemunha só conseguiu descrever um suspeito com maior riqueza de detalhes. Ele tem aproximadamente 30 anos, moreno claro, olhos escuros, altura em torno de 1m75 e cabelos escuros. Alegando sigilo para facilitar as investigações, Canhoto também não revelou se a testemunha viu o carro utilizado pelos suspeitos e se há informações sobre a placa do veículo.
O retrato falado foi feito pelo perito do Instituto de Criminalística do Paraná, Marcos Beuzak, que passou toda tarde de anteontem em Querência do Norte, em contato com a testemunha. Segundo Canhoto, o retrato falado, na opinião da testemunha, tem um alto grau de fidelidade, mostrando as principais características do suspeito. Até ontem, de acordo com o delegado, o retrato falado era a única pista da polícia dos assassinos de Anghinoni.


