Polícia tem 2 suspeitos; crime será reconstituído
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sábado, 06 de fevereiro de 1999
Paulo Ubiratan 
O delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial, Valdir Abrahão, já tem o nome dos principais suspeitos do assalto ao Bar da Mocidade, mas não quis falar a respeito. Os ladrões teriam sido reconhecidos pelo policial militar Moiséis Barbosa dos Santos, que estava no bar à paisana. Paralelamente às investigações sobre os dois suspeitos, o delegado também solicitará o retrato falado dos assaltantes, conforme descrição feita pelas testemunhas que estavam no bar.
Abrahão prometeu fazer a reconstituição do roubo para apurar a exata posição da advogada durante o tiroteio. Ontem foram ouvidas seis testemunhas. O Instituto Médico Legal informou que o tiro que atingiu a advogada partiu de um revólver calibre 38. Segundo testemunhas, o policial militar e um dos ladrões estavam armados com revólveres calibre 38. O outro ladrão estava armado com pistola 7.65.
O PM disse, em seu depoimento, que estava chegando no bar quando desconfiou dos dois ladrões, que já caminhavam em direção ao caixa. Por precaução, ele contou que foi para trás de um carro. Em seguida, teria visto o proprietário levantar as mãos para cima e entregar o dinheiro. Na fuga os assaltantes notaram o proprietário do bar fazer um sinal a ele e começaram a atirar. O policial ainda garantiu, em seu depoimento, que só começou a atirar quando os ladrões estavam na rua e os clientes não estavam mais na linha dos tiros.
O PM enfatizou que a advogada estava sentada na linha de tiro dos ladrões, quando eles começaram a atirar. O policial disse também que trabalhou na segurança do bar, mas que atualmente apenas frequenta o local como cliente. O regulamento da PM impede que policiais exerçam outra função.


