Polícia se contradiz no caso da morte de PM
A polícia do Paraná não se entende a respeito da prisão do construtor Eurico Rodrigues Monteiro, 24 anos, e do fabricante de panelas Nilson de Paula, 28 anos. Os dois são acusados do assassinato do policial militar Aguinaldo Gonçalves, 27 anos, ocorrido na última sexta-feira em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
O coronel Justino Henrique Sampaio Filho, comandante do Policiamento da Capital (CPC), diz que Monteiro foi denunciado por de Paula. O escrivão da Delegacia de Araucária, Gilberto Ramos, afirma que a polícia chegou à casa do construtor devido às características físicas dadas pelo soldado Hamilton Lopes, que viu o crime.
Discordando das autoridades, os dois acusados negaram o crime e disseram que nem se conhecem. De Paula e Monteiro são incriminados pela declaração do cabo Hamilton Lopes, que trocou tiros com os supostos homicidas, e diz ter reconhecido Monteiro como autor dos dois tiros que mataram o soldado. Segundo a polícia, de Paula foi preso em flagrante.
O policial morto trabalhava no serviço secreto da Polícia Militar, a chamada P2. Ele e Lopes abordaram dois homens sem estar identificados como soldados e houve troca de tiros. Lopes foi atingido na virilha e no abdome e morreu no local. Segundo Ramos, Monteiro disse que no dia do crime trabalhou como de costume e foi para casa.
Segundo o comandante do CPC, os policiais chegaram à casa de Monteiro pelas declarações de de Paula. Pelas informações do primeiro acusado, chegamos até a casa do segundo, disse Justino. O escrivão deu outra versão. Ramos disse que, após o crime, o cabo Lopes pediu apoio aos policiais do 13º Distrito Policial. Conforme o escrivão, Lopes deu as características do criminoso e os policiais do 13º DP chegaram à casa de Monteiro. Eles conhecem todos os vagabundos da região, disse Ramos.





