Polícia sabe quem são os
ladrões, denunciam cobradores
Profissionais apontam
pelo menos 35
pontos críticos
na cidade
Curitiba possui 35 pontos considerados perigosos pelos motoristas e cobradores de ônibus. Segundo o presidente do Sindimoc, Denilson Pires, há pelo menos um ponto crítico em cada bairro da cidade. Quem trabalha nos coletivos que cortam a Grande Curitiba teme especialmente as linhas que passam pelo Sabará, Vilas Oficinas, Bairro Novo, Centenário, Mercês, Petrópolis, Chopinzinho, Tatuquara, Ganchinho, Fazenda Rio Grande e as vilas Verde, Santa Rita, Conquista e São Pedro.
‘‘São linhas em que acontecem assaltos com frequência e os bandidos são conhecidos pela polícia, que não faz nada’’, afirma a cobradora Zoirine Oliveira. Trabalhando na linha Uberaba, ela conta que foi assaltada pelos mesmos ladrões três vezes. ‘‘Eles chegaram ao disparate de dizer para mim que viriam me ver na semana seguinte’’, conta.
Mesma situação viveu o motorista Milton Cruz Leal. Percorrendo o itinerário do Detran, ele sempre via os mesmos assaltantes no ponto ao lado do Detran. ‘‘Na primeira vez que denunciei aos policiais, eles me descreveram até a cara do bandido, afirmando que sabiam onde ele morava, mas que não podiam fazer nada’’, afirma. Para evitar assaltos, Cruz passou a pular este ponto, fugindo dos ladrões. ‘‘Mas eles mudaram de ponto, continuando os roubos’’, conta.

mockup