Polícia Rodoviária busca forma de reduzir acidentes
Silvana Leão
A Polícia Rodoviária do Paraná quer reduzir o número de acidentes nas estradas estaduais, que atualmente chega a 40 por dia. Para discutir o assunto com os seis comandos regionais existentes no Estado (Curitiba, Ponta Grossa, Maringá, Londrina, Cascavel e Pato Branco), o comandante do Batalhão da Polícia Rodoviária, tenente-coronel Aramis Linhares Serpa, está em Londrina desde ontem. A reunião termina hoje, ao meio-dia.
Segundo o comandante, que assumiu o cargo em maio, a alta média de acidentes tem gerado de duas a três vítimas e aproximadamente 28 feridos diariamente nas rodovias. Sabemos também que 60% dos acidentes envolvem apenas um veículo, mostrando que a principal causa de acidentes é a imprudência do motorista, revelada, por exemplo, no excesso de velocidade. Outra causa, de acordo com Serpa, é a falta de manutenção dos veículos.
Para diminuir as infrações e, consequentemente, o número de acidentes, o comandante acha que é preciso intensificar o policiamento e as campanhas preventivas. Para isso, ele pretende otimizar tanto os recursos humanos, remanejando profissionais de áreas burocráticas para as estradas, como financeiros. Serpa admitiu, porém, que o efetivo da Polícia Rodoviária não é suficiente para realizar o trabalho ideal. Nosso efetivo teria que aumentar em torno de 70%, afirmou.
Segundo Serpa, existe um projeto do comando da Polícia Militar (PM) que propõe a descentralização dos comandos, criando companhias independentes de Polícia Rodoviária, com um aumento de 10 mil homens no efetivo da PM. Ele explicou ainda que outra preocupação do Batalhão é a padronização de procedimentos feitos pelos policiais. Devemos evitar duplas interpretações da lei, para não confundir a população.
Quanto à contratação pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de uma empresa particular para fiscalizar as estradas e aplicar as multas relativas a excesso de velocidade, o tenente-coronel informou que a questão está em discussão na Assembléia Legislativa, já que o fato desta empresa estar autuando motoristas sem a devida sinalização nas estradas está gerando muita polêmica. Segundo ele, o deputado Durval Amaral (PFL) apresentou projeto de lei para suspender a terceirização.
O que se discute não é a competência do DER para fiscalizar as estradas, mas sim o fato de empresas particulares estarem exercendo uma atividade que é da Polícia Rodoviária, disse, lembrando que o Estado já está adquirindo os radares fotográficos, exigidos pelas novas normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contram). Serpa informou que a sinalização nos trechos fiscalizados deve estar a pelo menos 300 metros do radar. O motorista que for autuado em local não sinalizado pode recorrer.





