Polícia retoma operações caça-níqueis
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segunda-feira, 06 de maio de 2002
Andréa Lombardo <br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Delegacia da Ordem Social de Curitiba decidiu retomar, ontem, as operações de apreensão de caça-níqueis, amparada na decisão do Tribunal de Alçada do Paraná que, na última sexta-feira, suspendeu a liminar que garantia o funcionamento das máquinas nas casas de bingo. As blitze, segundo informou o delegado Fauze Salmen, ontem, começaram pela região central, e serão gradativamente espalhadas pelos bairros e municípios da região metropolitana, até que todos os equipamentos sejam apreendidos.
Na operação realizada ontem, até o início da noite, a polícia havia apreendido 35 caça-níqueis. Os proprietários serão indiciados, criminalmente, por prática de jogo de azar. Desde setembro de 2001, quando começaram as blitze de apreensão aos caça-níqueis, a polícia já recolheu cerca de 800 equipamentos.
Daqui para frente é guerra, alertou Salmen. É que nas últimas operações, a polícia estava apenas desligando as máquinas e notificando os proprietários dos pontos comerciais que mantinham os caça-níqueis em funcionamento. De acordo com o delegado, agora só serão permitidos os equipamentos de videoloteria controlados pelo Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar), órgão vinculado ao governo do Estado.
As máquinas de videoloteria são operadas pela empresa Larami Diversões e Entretenimentos Ltda. e monitoradas por uma central de processamento de dados o que, segundo o governo, inibe qualquer possibilidade de fraude. Quinhentas delas funcionam em quatro bingos de Curitiba Portão, Carlos Gomes, Midas e Royal. O governo calcula que existam cerca de 1,5 mil equipamentos em Curitiba e Londrina que, até então, estavam funcionando amparadas pela liminar cassada na última semana.
Os caça-níqueis foram proibidos por decreto baixado pelo governo em 23 de agosto do ano passado, depois que laudo do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e do Instituto de Criminalística da Polícia Civil comprovou que os equipamentos podiam ser facilmente adulterados. Com a fraude, o apostador tem pouquíssimas chances de ganhar. Além disso, as máquinas ficam em locais de fácil acesso de crianças e adolescentes.


