Polícia retoma inquérito sobre carro adulterado
O inquérito sobre a Saveiro que estaria com chassi adulterado, e que foi encontrada na propriedade de Ibrahim José Barbino, já havia sido concluído pela polícia, mas foi analisado pelo Ministério Público e acabou voltando à 1- Subdivisão Policial (SDP) de Londrina.
Segundo o promotor de Investigações Criminais, Eduardo Diniz Neto, faltam informações sobre se a adulteração do veículo foi meio para alguma fraude de seguro. O veículo, encontrado no mesmo dia do homicídio, teria os mesmos números das placas de uma Parati de Londrina. Na época, o proprietário da Parati prestou depoimento à polícia e disse que o veículo nunca foi furtado. A Parati teria sido comprada na Concessionária Cipasa de Londrina, em 2002.
O delegado-operacional Joaquim de Melo disse que não recebeu de volta o inquérito. Segundo ele, o inquérito deve ser entregue, provavelmente, ao delegado-adjunto Márcio Vinícius Amaro, que na época foi responsável pela condução do caso. Amaro, que voltou de férias recentemente, ainda não halvia recebido na semana passada o pedido de diligências complementares feito pelo Ministério Público. A polícia tem 30 dias para entregar o relato das novas investigações.
Segundo Amaro, o único ponto que ficou pendente no inquérito foi a esclarecimento sobre a placa clonada do veículo. Uma perícia, realizada em julho do ano passado, apontou que a Saveiro encontrada na fazenda foi montada a partir de um Gol branco, furtado em 1983.
O Gol era do próprio Barbino, que registrou queixa sobre o furto em 6 de agosto daquele ano. Um mês e três dias depois, ele recebeu da polícia uma certidão de não-localização do carro, necessária para receber o seguro. Como Barbino nunca deu baixa na queixa, a polícia precisa investigar se ele cometeu o golpe do seguro. (C.R.)





