A Polícia Civil de Maringá vai fazer a partir de segunda-feira uma panfletagem com fotos do médico Francisco de Assis Coimbra Júnior, 33 anos, desaparecido desde o dia 22 de julho. A divulgação das fotos será feita nas delegacias das regiões de Londrina, Foz do Iguaçu, Guaíra e no sul do Mato Grosso do Sul, além de fazer chamadas em programas de rádio, televisão e jornais.
Ontem, o delegado Roberto Fernandes pediu à polícia gaúcha detalhes do inquérito que está sendo aberto contra o radiologista Sérgio Antônio Baptistella, acusado de matar cinco médicos (três no RS e dois no Rio de Janeiro) e que está preso em São Gabriel (RS). Fernandes quer saber se pode existir alguma relação entre o acusado gaúcho e o desaparecido maringaense.
‘‘Vamos retormar as investigações a partir das pistas que já seguimos e que acabaram não dando em nada’’, afirmou o delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Roberto Fernandes, que coordena as investigações.
Coimbra Júnior desapareceu há um mês quando foi visto pela última vez na frente da clínica de sua propriedade, na Avenida Independência, bairro Zona 4, em Maringá. Coimbra Júnior é cardiologista, tem cinco irmãos, é casado com a professora do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Jocele Coimbra, e tem duas filhas, de 8 e de 5 anos.
Quando desapareceu, ele estava atravessando a rua para visitar um de seus pacientes internados no Hospital Santa Rita. Havia deixado seus documentos na recepção da clínica e teria dito à secretária que retornaria logo.
Mesmo com problemas de pessoal, a polícia de Maringá colocou mais de dez investigadores no caso, além de dois delegados. O Grupo Tigre, de Curitiba, especializado em sequestros e informações sigilosas, descartou a possibilidade de sequestro depois de três dias de investigações.
A vida pessoal do médico foi revirada pelo avesso. Tudo foi investigado, desde seu relacionamento com ex-namoradas até seu seguro de vida, no valor de R$ 200 mil. As contas bancárias e as dívidas de Coimbra foram levantadas com minúcias. A família não teria dinheiro para pagar a exigência de um resgate, por exemplo. A polícia entrevistou até os familiares de pacientes. Aos poucos, a polícia foi descartando as possibilidades de vingança pessoal.
A família, ao invés de ajudar com informações que pudessem levar a alguma pista concreta, limitou-se a citar as qualidades e as virtudes de Coimbra Jr. ‘‘Não precisamos conhecer o lado bom dele, mas sim os bastidores mais íntimos que todo ser humano tem, para poder chegar a alguma pista’’, diz o delegado Fernandes.

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