Polícia restringe ação de flanelinhas
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
A Polícia Civil de Maringá deteve 16 flanelinhas (guardadores de carros) desde que iniciou a Operação Natal, há uma semana, no centro da cidade. Do total, 10 tinham passagem pela polícia por furto ou estelionato. Os flanelinhas detidos preenchem um cadastro na delegacia e são liberados. O resultado da operação já é visível na cidade. Apenas idosos e deficientes são tolerados pela polícia. Em Maringá, vigora desde 1997 uma lei municipal que proíbe a atividade.
O delegado operacional da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP), José Aparecido Jacovós, afirma que nem toma conhecimento da lei municipal. O que interessa é o que está no Código Penal, que desde 1940 prevê o crime de vadiagem para estes casos, explica o delegado.
Segundo Jacovós, desde o início da operação, quando o comércio passou a funcionar no período da noite, estavam circulando pelo centro cerca de 40 flanelinhas. O delegado ressalta que os detidos são homens saudáveis, robustos e em plena capacidade para o trabalho. O que eles fazem é vadiagem, reforça.
Ele lembra que em abril a Polícia Civil iniciou uma operação para retirar os flanelinhas do centro, mas que agora o objetivo é evitar transtornos para os consumidores nesta época de compras de Natal. As pessoas reclamam que são intimadas a pagar pela segurança do veículo.
Pelos cálculos dos próprios guardadores, porém, são mais de 200 flanelinhas em atividade na cidade. A disputa por espaço é mais intensa próximo a casas de shows ou em eventos. Dependendo da ocasião, eles chegam a dormir na calçada para guardar lugar ou a demarcar território pintando espaços nas ruas.


