Polícia registra sete assaltos em dois dias
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terça-feira, 25 de novembro de 1997
Londrina 
Sábado e domingo foram marcados como os dias mais violentos deste ano. Além de dois homicídios, ocorreram sete assaltos à mão armada. No sábado, por volta das 16 horas, a aposentada Amélia Maria Fonseca Koizume parou seu Vectra no sinaleiro da avenida Tiradentes, nas proximidades da empresa Cacique de Café Solúvel, e foi assaltada por dois ladrões.
A vítima foi colocada no porta-malas do seu veículo e deixada, mais tarde, no mesmo local em que os ladrões a abordaram. Amélia foi obrigada a entregar telefone celular, documentos, cheques e cartões de crédito. Ela teve ferimentos nos braços.
Aparecida de Lurdes Lourenço foi agredida por um ladrão ao reagir ao assalto, dentro de sua casa, na avenida Duque de Caxias. A agressão ocorreu quando ela estava sozinha em casa, na manhã de domingo. O ladrão teria entrado pelo pátio do vizinho, armado com revólver. Segundo Aparecida, a arma era de brinquedo.
Na luta com o ladrão, Aparecida ficou ferida na face e nos olhos, e por todo o tempo foi ameaçada de morte. O ladrão roubou R$ 500,00 em dinheiro, vários cheques de terceiros e documentos. Aparecida disse que o assaltante fugiu em uma motocicleta pilotada por outra pessoa.
Também no domingo de manhã, a professora Margarida Denardo Rosa, 43 anos, foi assaltada por dois ladrões. Segundo seu depoimento à polícia, o roubo ocorreu na avenida JK, em frente ao cemitério São Pedro. Os ladrões estavam armados com revólver e faca. Eles roubaram o seu anel de brilhantes, uma corrente e um pingente de ouro. A professora contou que, enquanto ela entregava suas jóias, um dos ladrões ameaçava, apontando para o interior do cemitério: Não grita. Passa tudo, senão você vai morar junto com os defuntos.
Ainda no final de semana, o caminhoneiro Joaquim Neves Rodrigues, de Cascavel, foi roubado quando saía do posto Varlon, no distrito rural da Warta. Sob ameaça de revólveres, ele foi obrigado a entregar o seu caminhão Volvo e a carreta carregada com 27 toneladas de alpiste.
Eram dois ladrões e não me deram tempo nem de gritar, afirmou a vítima. O caminhoneiro disse que foi levado até uma mata nas proximidades de Sertanópolis e libertado cinco horas depois, por volta das 23 horas.


