O plantão da 10ª Subdivisão Policial (SDP) registrou 77 ocorrências do último sábado até a madrugada de ontem. Desse total, os roubos e furtos alcançaram os maiores índices, superando inclusive as lesões corporais causadas por brigas, fato comum durante a folia de Carnaval.
Foram feitas cinco queixas de desaparecimento de pessoas, cuja faixa etária fica entre 18 e 25 anos. Joaquim Nunes de Freitas, 61 anos, casado, foi dado como desaparecido pela família no sábado. Ele reencontrou-se com a família anteontem, quando foi à 10ª SDP queixar-se de que havia sido roubado por uma ‘tal de Helena’. Joaquim saiu de casa dizendo que iria visitar um amigo e a família estava desesperada.
Os registros na 10ª SDP mostram que nos bailes dos clubes e nas ruas as agressões ficaram mais nas ameaças e nas trocas verbais de ofensas. No entanto, a calma entre os que se divertiam, que descansavam em casa ou que viajaram foi perturbada pela grande quantidade de roubos e furtos. Muitos foliões tiveram os carros roubados. Durante o período carnavalesco, os ladrões levaram 15 veículos e arrombaram 18 residências, cujo os proprietários haviam saído.
Duas vítimas tiveram suas casas invadidas pelos ladrões. No domingo, no centro da Cidade, um apartamento no terceiro andar foi invadido pelos ladrões pela sacada. A vítima do roubo foi o comerciante Amauri Tirapele, que estava com a família assistindo a um culto na sua igreja. Apesar de não existir registro detalhando de outros assaltos iguais, Tirapele garante que os ladrões, imitando o ‘homem-aranha’, entraram também pela sacada em diversos apartamentos da Cidade.
‘‘São cinco vítimas amigas minhas que tiveram os apartamentos invadidos pela sacada. Eles não quiseram dar queixa porque não acreditam na polícia. Um dos apartamentos fica no quinto andar, escalado, provavelmente, pelo homem-aranha’’, garantiu Tirapele.
Para o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro, o Carnaval transcorreu calmo em relação a outros anos. Ele enfatiza que, apesar de o número de roubos e furtos continuar alto, os índices não saíram do normal em relação ao dia-a-dia das ocorrência registradas em Londrina.
No entanto, o delegado-chefe chamou a atenção que ‘‘a polícia não obteve produtividade, pois nenhum ladrão foi preso’’. Para o delegado-chefe, o que deve ser observado de positivo foi o fato de nenhum homicídio ter ocorrido na Cidade durante o Carnaval.

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