Polícia registra 15 roubos de cargas por mês no PR
O roubo de cargas aumentou em 50% no Estado do ano passado para este ano, segundo dados da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar). Conforme o presidente da federação, Valmor Weiss, em 1998 a média mensal de assaltos ficou entre nove e 12. Neste ano, subiu para 15. O prejuízo com os roubos no Brasil, segundo Weiss, chegou a US$ 300 milhões em 1998. No Paraná, foram US$ 6 milhões.
As seguradoras, afirma ele, relutam em fazer seguro das cargas e quando fazem cobram valores absurdos. Weiss afirma que as empresas têm gastado cerca de 10% do faturamento para prevenir assaltos. Mesmo assim, as quadrilhas encontram relativa facilidade em driblar os sistemas de segurança - nas estradas elas consegum enganar os satélites até mesmo com panelas de alumínio. As cargas preferidas dos assaltantes, segundo o empresário, são as de remédio, cigarro, leite em pó, roupa, eletrodoméstico e pneu.
Para mudar esse quadro, a federação e a Polícia Militar começam um trabalho para melhorar a segurança das empresas. Segundo o comandante do Policiamento da Capital, coronel Justino Henrique Sampaio Filho, as quadrilhas estão migrando de São Paulo e Rio de Janeiro para Curitiba. Com elas, surge um novo método de assalto: ao invés de roubar os caminhões nas estradas, as quadrilhas fazem os roubos nos depósitos ou a poucos metros deles. Segundo Justino, em São Paulo, entre 70% e 80% dos assaltos são feitos dentro da cidade.
Este tipo de crime ainda não ocorre na Região Metropolitana de Curitiba e os empresários tentam se adiantar às quadrilhas. Para isso, criaram o Grupo de Segurança de Transporte, que vai cobrar ações da polícia. Entre outras coisas, Weiss quer a criação de uma delegacia especializada no combate aos roubos de carga e a inclusão das entidades das empresas no Comitê de Segurança nas Estradas, criado em 1988 pelo Ministério da Justiça e que tem atualmente apenas a participação dos secretários de Segurança Pública dos Estados. Uma medida já definida é a inclusão das empresas no roteiro do policiamento comunitário, feito pela PM.Arquivo FolhaOusadiaQuadrilha presa em Curitiba usava panelas para driblar monitoramento dos satélites dos caminhõesJames Alberti





