Diversos pais estão preocupados com a disseminação do tóxico em Londrina. Eles ficaram alarmados com o problema, principalmente durante o Carnaval. ‘‘O meu filho, ao chegar do baile de um dos clubes da cidade, estava alucinado por causa de uma overdose de cocaína’’, relatou o pai de um rapaz de 18 anos. Segundo ele, o médico da família foi chamado e o rapaz levado às pressas para o hospital.
O caso foi parar na polícia, mas não por causa da overdose tomada pelo rapaz, e sim pela briga entre o pai e a mãe dele. Ambos tentavam jogar a culpa um no outro pelo filho ter se viciado em cocaína. O casal está separado desde a segunda-feira de Carnaval.
Um outro casal, no domingo de Carnaval, flagrou a filha cheirando lança-perfume com a namorado, na sala de estar. O pai e a mãe da moça haviam saído para fazer uma visita e chegaram mais cedo em casa. ‘‘Foi uma das coisas mais terríveis que pude sentir na minha vida. Minha filha e o namorado pareciam dois loucos pulando entre as almofadas dos sofás’’, contou a mãe. O pai chegou a se armar para atirar contra o namorado da filha. Foi contido pela esposa que por pouco não saiu ferida. Nervoso, ele disparou um tiro e acertou um vaso.
Durante o Carnaval ocorreram 12 casos de overdoses, cujas vítimas foram atendidas nos hospitais de plantão. Em todos as ocorrências, os pais questionaram a polícia sobre quem está vendendo o tóxico. ‘‘O mais grave é que a gente não obtém resposta positiva. Apenas nos dizem que o problema é mundial e eles (policia) não podem fazer nada. Que nossos filhos se danem’’, afirmou, revoltado, o pai de um viciado.

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