Polícia recebe hoje laudo sobre a morte de telefonista
Polícia recebe hoje laudo
sobre a morte de telefonista
Arquivo FolhaRubens Belich, pai de Luciane, já foi ouvido na Delegacia de HomicídiosO laudo do Instituto Médico Legal (IML) que poderá esclarecer a morte da telefonista Luciane Belich, 31 anos, já está pronto. Ele será remetido hoje para a Delegacia de Homicídios, que apura a acusação da família de Luciane de que a direção da Igreja Universal do Reino de Deus deixou de socorrê-la durante uma convulsão. A telefonista teria ficado desacordada por mais de uma hora num banheiro da igreja, na Avenida Sete de Setembro, no centro de Curitiba.
Na tarde de ontem, a reportagem da Folha tentou ter acesso ao resultado do laudo do IML. A médica legista Marilda Guimarães informou que o teor do documento só poderia ser fornecido à imprensa depois que ele fosse remetido para o delegado responsável pelo inquérito. O pastor e deputado estadual Edson Praczyk (PL), representante da Igreja Universal do Reino de Deus no Paraná, informou por intermédio de sua assessoria que não poderia falar sobre a denúncia ontem. Praczyk alegou que iria viajar e falaria assim que resolvesse seus compromissos.
O delegado Luciano de Pinho Tavares, da Delegacia de Homicídios, disse que já ouviu o pai de Luciane, o restaurador Rubens Belich, 56 anos, que denunciou o caso à polícia. A comprovação dessas denúncias vão depender das diligências que terão de ser feitas, relatou. O delegado informou que o pastor Flávio Tavares será o próximo a ser ouvido. Segundo o pai da telefonista, o pastor era quem comandava o culto, na noite de 20 de setembro, quando Luciane passou mal. Ela morreu dois dias depois no Hospital Cajuru por insuficiência respiratória. Rubens Belich está reunindo provas para processar a Universal por omissão de socorro. Luciane frequentava a Universal há um ano e, conforme Belich, era sempre requisitada para participar de sessões de exorcismo. (D.V.)





