O advogado da família do empresário assassinado Ciro Frare, 67 anos, Walter Bittar, entregou ontem à Polícia Civil de Londrina a carta precatória com o depoimento de Alexandre Frare, 38 anos, filho da vítima. Frare foi morto no dia 24 de junho, no interior da Cipasa, pelo diretor da empresa Ibrain José Barbino, 55 anos. Segundo o advogado, Alexandre detalha as desconfianças da família sobre irregularidades nas contas da concessionária.
Alexandre Frare também afirmou que a viagem à Londrina, realizada com intuito de verificar a situação da empresa, foi decidida de última hora. ''Era o filho que viria, já estava com as reservas feitas. Na noite anterior, Ciro disse que queria aproveitar para rever velhos amigos'', afirmou o advogado.
No depoimento, Alexandre afirma que, apesar da desconfiança sobre as contas, Ciro confiava em Barbino. A discrepância entre os empréstimos feitos pela empresa, os lucros obtidos e os pedidos de aumento de capital de giro foram alguns dos pontos que chamaram atenção do empresário.
A Polícia Civil aguarda o final da auditoria nas contas da Cipasa para confirmar um suposto desvio de R$ 3,7 milhões ao longo dos últimos quatro anos. O delegado do 1º Distrito Policial, Marcos Belinati, deve pedir esta semana a quebra de sigilos bancários e fiscais de funcionários e ex-funcionários da empresa. A Folha tentou entrar em contato com o advogado de Barbino, Antônio Amaral, mas ele não atendeu o telefone celular.

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