Vinte e três presos perigosos da Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, fugiram às 18h30 de ontem, depois de trocar tiros com três policiais que estavam de plantão. Na fuga, os presos levaram as armas da delegacia e coletes à prova de balas. Duas horas e meia depois, apenas dez tinham sido recapturados.
O grupo Tigre, Cope e os policiais civis continuavam procurando por 13 foragidos que se espalharam pelo matagal nas proximidades. Há latrocidas e traficantes entre eles.
Uma escopeta calibre 12, uma carabina 38 e dois dos três coletes à prova de balas - o armamento levado pelos foragidos - foram recuperados junto com os cinco primeiros recapturados.
A cadeia está superlotada. Os 23 estavam presos na ala mais perigosa. Eles compunham um contingente de 71 detentos, quando a capacidade das celas não ultrapassa 24, conforme o delegado titular, Arthur Luiz Zanon.
Os presos fugiram depois de serrar uma porta de ferro. Na hora do ‘recolhimento’ - quando os outros presos eram devolvidos de uma galeria de recreio para as celas - os policiais foram surpreendidos pelo grupo de rebelados. Um deles tinha uma arma, houve troca de tiros, mas os policiais não conseguiram dominar o grupo.
Alguns dos foragidos se aproveitaram da confusão para arrombar os armários da delegacia e levar as armas e coletes. O delegado Zanon prometia ‘‘varar a madrugada’’ atrás dos 13 que continuavam foragidos.

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