Polícia recaptura condenado por latrocínio
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segunda-feira, 27 de junho de 2005
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina recapturou ontem José Devanil Benalia, preso em 1999 depois de ter sido condenado por latrocínio (roubo seguido de morte), contra o corretor de imóveis Varcílio Malanczuk. Ele havia fugido da Prisão Provisória de Londrina (PPL) há quatro anos, pela porta da frente da unidade. A prisão foi realizada em Cianorte (80 km a Leste de Umuarama), por uma equipe de seis policiais civis, especialmente destacados pelo delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (10 SDP), Jurandir Gonçalves André.
Segundo o delegado, que na ocasião respondia pelo 3º Distrito Policial (3º DP), Devanil teria cometido o latrocínio contra Malanczuk com a ajuda de pelo menos mais três pessoas. ''O corretor estava desaparecido há dez dias quando encontramos o corpo com perfurações à bala em uma chácara de propriedade dele, em Lerroville (Zona Sul de Londrina). O carro da vítima também havia desaparecido e foi encontrado em Curitiba, depois de ter sido vendido com documentos falsos'', explicou André.
Ainda segundo o delegado, Devanil foi preso dias depois. Condenado a 29 anos de prisão por latrocínio, ele fugiu da PPL após cumprir dois anos da pena. ''Estávamos investigando as atividades dele e já havíamos tentado prendê-lo. Agora o encontramos em Cianorte, trabalhando em uma confecção de propriedade dele mesmo'', afirmou. Não houve resistência à prisão. ''Provavelmente, ele conseguiu dinheiro para abrir um negócio vendendo imóveis que eram de Malanczuk'', completou.
Apesar de ter fugido e permanecer mais de quatro anos em liberdade, Devanil não deve ter a pena agravada. ''Ele escapou pela porta da frente, sem provocar danos ao patrimônio. Cumpre a mesma pena à qual foi condenado'', disse André. Outro condenado pelo crime, Wilson Gonçalves da Silva, cumpre pena de mais de 20 anos.
Devanil não quis dar entrevista, mas o delegado disse que ele nega qualquer tipo de participação no crime. O condenado foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). O delegado André também deve pedir a reabertura do inquérito sobre o crime, pois acredita que pelo menos quatro pessoas tenham participado do latrocínio. (Colaborou Fernando Rocha Faro)


