A morte misteriosa de uma adolescente que pegou fogo no dia 26 de abril de 1993 volta a ser investigada em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O fato teria acontecido por volta das 9h30 da manhã, quando a doméstica Adriana Lopes Neves, 14 anos, teria ido até a mercearia para comprar pão. Ela estava na companhia da irmã mais velha, Maria Aparecida Neves, na época com 21 anos.
No inquérito, com 99 páginas, Maria Aparecida conta que Adriana segurava seu filho, de apenas um ano e quatro meses, quando teria começado a gritar e dizer que ia pegar fogo e que um tal de ‘Negão’ queria matá-la. Maria Aparecida disse que a irmã, um mês antes de morrer, falava desse Negão. Falou ainda que Adriana tinha uma força paranormal e que previa coisas antes que elas acontecessem.
Outra testemunha da ocorrência teria sido a dona de casa Terezinha Costa Neves, 42 anos, mãe de Adriana. Ela falou que a filha começou a agir de forma estranha desde que começou a frequentar um centro espírita, no bairro do Capão da Imbuia, em Curitiba.
O delegado Gilson Marques Bezerra, o primeiro responsável pelo inquérito, fez uma acareação com as testemunhas e não chegou a qualquer tipo de conclusão. O primeiro relatório dava conta que a morte teria sido ocasionada por combustão espontânea ou por suicídio. O laudo da necropsia aponta que ela morreu no dia 30 de abril. O segundo delegado a atuar no caso foi Hertel Rehbein, que também não conseguiu concluir o caso.
Esta semana, o delegado Nasser Salmen, da Delegacia de Pinhais, vai solicitar dilação de prazo na Justiça para estudar o caso.

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