Polícia quer ter robô no controle de sequestros
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quarta-feira, 05 de fevereiro de 1997
Da Sucursal 
Um pequeno robô, munido de câmeras e microcâmeras, acionado por controle remoto poderá ajudar policiais em operações anti-sequestro. O projeto, criado pelo Serviço de Registros Policiais para Investigação (SRPI), já foi encaminhado à Secretaria de Estado da Segurança Pública e deve ser implantado a médio prazo, segundo o delegado geral do SRPI, João Alberto Fiorini.
Conforme o delegado, autor do projeto, a montagem do robô depende dos equipamentos. Dois microcomputadores, uma filmadora e um circuito interno de TV já foram doados à polícia pela Receita Federal. As máquinas fazem parte dos produtos apreendidos pela Receita.
O delegado diz que não tem pretensão de criar um Robocop, personagem do cinema norte-americano que combate o crime com a perspicácia de um policial bem treinado, munido de equipamentos sofisticados. Queremos apenas dar mais condições para os policiais na ação contra o sequestro. O robô, afirma, é inspirado nas máquinas usadas pela polícia norte-americana.
Fiorini diz que o robô entraria em locais de difícil acesso para filmar o ambiente. As imagens captadas seriam transmitidas a uma central instalada em um veículo, denominada Centro de Informações e Investigações Policiais (Cimpo), e facilitariam a identificação do sequestrador.
Fiorini diz ainda que as informações dariam mais precisão à ação da polícia em caso de invasão de cativeiro. Não haveria perigo de a polícia confundir vítima e sequestrador, acredita.
Além de receber as imagens captadas pelo robô, a Cimpo deve funcionar como delegacia móvel, equipada com radar, lunetas, microscópio, detectador de notas falsas e aparelhos de escuta. Segundo Fiorini, a delegacia também fará o prontuário de presos no local em que estiverem detidos.


