Polícia quer organi zar e treinar guardas noturnos
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de junho de 2001
Vânia MoreiraDe Umuarama 
O delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Marcolino Aparecido da Costa, propôs às associações de bairros a organização e treinamento dos guardas noturnos para ajudarem no policiamento da cidade. O delegado reuniu presidentes das 32 associações de bairros para pedir apoio ao projeto. As associações ficariam encarregadas de cadastrar todos os vigilantes noturnos para a polícia organizar um sistema de trabalho em cooperação.
Segundo Costa, as polícias Civil e Militar podem dar um treinamento básico aos guardas sobre como agir nas mais diversas situações e contar com a auxílio deles para garantir a segurança e elucidar crimes. Todos teriam os telefones e outros meios de contato para acionar imediatamente os policiais de plantão em qualquer caso suspeito. Queremos também uniformizar o pessoal, distribuir crachás de identificação e regularizar questões como porte de arma, disse Costa.
Quando foi delegado em Iporã, há seis anos, Costa implantou um projeto semelhante com os 80 guardas noturnos da cidade. Nós os chamávamos de policiais anônimos e a participação deles foi fundamental para melhorar a segurança no município, disse Costa. Segundo o delegado, a adoção da idéia em Umuarama vai depender apenas da colaboração das associações de moradores e dos próprios vigilantes.
MototaxistasA Polícia Civil de Umuarama também quer fazer o cadastramento dos mototaxistas e sugerir algumas mudanças para conter abusos e garantir a segurança de usuários e dos próprios motoqueiros. Segundo Costa, vários motoboys já foram presos em flagrante ou denunciados por roubo, tentativa de estupro e tráfico. Muitos bandidos também estão se disfarçando de mototaxistas para cometer crimes, disse. Segundo o delegado, a Polícia está tendo dificuldade para investigar os casos por causa da falta de informações.
Costa quer saber quantos e quem são os motoqueiros que fazem transporte e criar um sistema de identificação para facilitar o trabalho da polícia e para proteger os usuários. Queremos, por exemplo, que o motoboy seja obrigado a se identificar para o passageiro. Uma moça que foi vítima de tentativa de estupro nem viu o rosto do mototaxista porque ele estava o tempo todo de capacete. Alguns tem até insufilme na viseira, observou o delegado. Existem ainda os problemas de abusos no trânsito, acidentes, motos irregulares e falta de habilitação. Costa está discutindo o problema com o prefeito Fernando Scanavaca e os vereadores.


