Polícia quer desarmar criminosos e população
O secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, determinou que as polícias Civil e Militar coloquem seus efetivos nas ruas para desarmar criminosos e a população. A operação nasceu depois de o governador Jaime Lerner ter sido surpreendido pelos 10 homicídios registrados na Região Metropolitana de Curitiba no último final de semana.
As blitze não vão se restringir à capital. As operações serão estendidos aos principais municípios do Estado, como Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. Cândido informou que as abordagens nos locais de maior índice de assassinatos não obedecerão a um calendário regular. As operações serão frequentes, antecipou.
Os bailões também serão fiscalizados, segundo o secretário. O diretor-geral da Polícia Civil, Newton Rocha, classificou as operações como rotineiras e preventivas. Na Região Metropolitana de Curitiba, Rocha disse que a Polícia Civil vai atuar em áreas caracterizadas como bolsões de pobreza. Pela lei 9437/97, quem for apanhado com uma arma clandestina (sem registro) pode ser preso e condenado de um ano a quatro anos de cadeia.
De acordo com o delegado Osmar Tadeu Cardoso, titular da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), em Curitiba, o pedido para registro do porte de armas caiu 50% a partir de janeiro de 97. A média mensal no Estado, que era de 800 pedidos por mês, caiu para 400, segundo o delegado. Os exames psicológicos e de manuseio da arma exigidos pela lei 9437/97 barraram a pretensão de muitos candidatos, observa Cardoso.
No depósito da Deam estão guardadas 1.451 armas, entre revólveres, pistolas e espingardas apreendidas no Estado. Só no ano passado, a Deam encaminhou cerca de 1500 armas para serem destruídas pelo Exército. Os maiores problemas enfrentados em crimes envolvendo armas de fogo são aquelas que não tem registro. Quem tem porte regularizado, está mais ciente da responsabilidade que carrega, acredita o delegado da Deam.





