Polícia promete continuar prendendo
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) esclareceu definitivamente, por meio de nota oficial que, além de investir na construção de novas unidades, aposta nas celas modulares para amenizar o problema da superlotação de presos em delegacias. Pelo menos 260 unidades serão compradas e a promessa é que 200 serão enviadas para cidades do Interior.
Conforme a nota, 20 celas modulares (240 vagas) já foram instaladas no Centro de Triagem II para diminuir a superlotação nas delegacias de Curitiba e Região Metropolitana (RMC). Outras 40 (480 vagas) serão entregues nas próximas semanas. O Governo afirma que teria licitado outras 200 celas (mais 2,4 mil vagas) para ser instaladas em carceragens superlotadas do Interior.
A Sesp informa que desde 2003 o Governo construiu 12 penitenciárias, reformou ou ampliou outras seis e mais do que duplicou o número de vagas no sistema penitenciário. Para o próximo ano, a intenção é construir uma nova prisão em Cruzeiro do Oeste e retomar as obras da unidade de regime semiaberto de Maringá. Existem ainda metas de construir uma penitenciária para jovens e adultos em Piraquara (RMC), uma feminina em Foz e outra para regime semiaberto em Londrina.
O Governo afirma, por outro lado, que o problema da superlotação não vai impedir que as polícias Militar e Civil deixem de cumprir seu dever: Defender o direito do preso é importante para que possamos contar com sua recuperação social, mas para a Polícia, seu dever primordial é o de defender a sociedade dos crimes cometidos por esses criminosos. (L.A.)





