Polícia procura pista de matador de criança
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terça-feira, 30 de março de 1999
Paulo Pegoraro 
A Polícia Civil de Cascavel não tinha até a tarde de ontem pistas consistentes que pudessem levar à elucidação da morte de Maiara da Silva, 8 anos. Ela foi estuprada, estrangulada e violentada com um tubo plástico na vagina. O delegado que preside o inquérito, Nobuo Nagasse, deve ouvir hoje o pai de Maiara, o pintor José Roberto da Silva, 31 anos, mas ele pouco deve acrescentar ao que a Polícia já sabe.
A mãe, a dona de casa Maria de Lourdes da Silva, 38 anos, também deverá ser ouvida, mas quando estiver recuperada do abalo emocional. Ela está sendo mantida sob tranquilizantes desde a manhã de anteontem, quando entrou em estado de choque. O corpo da criança foi encontrado nu, no sanitário da sede recreativa da Associação dos Funcionários da Receita Estadual, no bairro Jardim Colméia (zona norte). O caseiro Euvaldo da Silva disse não ter observado movimentos suspeitos na noite anterior.
A Polícia ainda não recebeu o laudo do Instituto Médico Legal, que deve ser expedido possivelmente hoje pelo legista Rikia Himauari. O laudo deve indicar o tempo aproximado entre a localização do corpo e a morte, o que é importante para a investigação. Segundo o caseiro, durante o domingo várias pessoas circularam pela sede recreativa e utilizaram o sanitário, por isso, se o crime não ocorreu à noite, o corpo teria sido apenas desovado no local.
Segundo o superintendente da 15ª SDP, Manoel Pedro dos Santos, várias pessoas do bairro têm passado informações à Polícia sobre suspeitos, e também descrição pouco objetiva sobre um homem que teria sido visto em uma bicicleta, carregando a menina na garupa, na tarde de sábado, quando ela saiu de casa para ir brincar com uma amiguinha. Também é investigado um cunhado de Maria de Lourdes da Silva, não mais residente na cidade, que há 2 anos teria praticado atos libidinosos com a menina.
Outra pista, igualmente vaga, é sobre um homem que há três semanas deu uma revista de presente para Maiara. Os pais ficaram preocupados e tentaram saber de quem se tratava, mas a menina disse que nunca antes havia visto o homem, nem soube descrevê-lo com mais precisão. José Roberto da Silva diz estar convencido de que quem fez esta monstruosidade foi alguém conhecido da menina. Senão ela não teria ido com ele na bicicleta, pois não era bobinha.


