Polícia procura pais de menino
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de junho de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Um menino que aparenta ter entre dois e três anos de idade foi deixado por um homem na sede do Conselho Tutelar de Paranaguá no dia 29 de maio. O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) está à procura de familiares da criança e suspeita que ela possa ter vindo do norte do Paraná, de São Paulo ou de Mato Grosso do Sul.
O menino, que se identificou como Leandro, é moreno claro, tem olhos castanhos escuros e estava bem vestido mas com as roupas sujas de barro. Ele está sob a guarda do Conselho Tutelar em uma casa de apoio de Paranaguá.
O superintendente do Sicride, Renato Ferreira, diz que a única pista que a polícia tem até o momento é o barro de cor vermelha encontrado nas roupas e nos sapatos do menino. Esse barro não é comum em Paranaguá ou no litoral paranaense. Por isso desconfiamos que ela possa ter vindo de outras regiões, disse ele.
O homem que levou a criança até o Conselho Tutelar se identificou como Marcelo Ferreira. Ele chegou às 15 horas e disse que havia encontrado o menino na rodoviária de Paranaguá às 6h do mesmo dia. Quando foi indagado se havia alguém que pudesse confirmar seu nome, ele disse que iria chamar uma mulher e saiu, mas não retornou. Os funcionários do conselho não conseguiram encontrá-lo.
Segundo a presidente do conselho, Maria do Rocio Figueiredo, o homem estava mal vestido e utilizava muletas. Ele afirmou ser morador de Ribeirão do Pinhal (no norte do Estado) e disse estar hospedado em um hotel de Paranaguá, mas a polícia não encontrou nenhum registro que pudesse identificá-lo.
O Sicride ainda não recebeu nenhum comunicado de outros municípios sobre uma criança desaparecida com as mesmas características do menino encontrado em Paranaguá.
Atualização - O Sicride e o Instituto de Criminalística do Paraná estão dando continuidade ao trabalho de atualização das fotos de crianças desaparecidas no Estado. Até agora, já foram feitos os retratos de Ewerton de Lima Gonçalves (que desapareceu com quatro anos de idade em 1988) e Guilherme Caramês Tiburtius (desaparecido há seis anos, com oito anos de idade).
A polícia está fazendo o trabalho de envelhecimento na foto de Rodrigo Novicki de Oliveira (desaparecido em outubro de 87, quando tinha um ano e oito meses de idade). Em seguida, deve atualizar o retrato de Ednilton Palma, que desapareceu em 92, quando tinha dez anos.


