Polícia procura mandante de chacina
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quinta-feira, 06 de março de 2003
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de prender dois homens acusados de matar nove pessoas oito de uma mesma família e um terceiro, acusado de participação indireta no crime, a polícia quer saber agora se houve um mandante para a chacina. As mortes aconteceram no dia 28 de fevereiro, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Segundo a polícia, a família estava reunida em casa, por volta das 21 horas, quando dois homens invadiram o local.
O crime chamou atenção pela crueldade: primeiro foram executadas três crianças, de quatro, oito e 12 anos a golpe de picaretas. Hélio Dias Duarte, 51 anos, foi morto por último, obrigado a ver toda a sua família ser assassinada.
Marcos Antonio Taverna, conhecido como Caverninha, 27 anos, e Marcos Roberto Jardim Procecke, 26 anos, são apontados como mandantes do crime e estão presos no Centro de Operações Especiais (Cope), em Curitiba, desde o início da semana. Depois de interrogá-los a polícia chegou também a João Maria Machado, 23 anos, que estava com uma pistola utilizada no crime. As outras armas a picareta e um revólver calibre 38 também já estão em poder da polícia.
O delegado-operacional da Delegacia Alto Maracanã, em Colombo, Messias Antonio da Rosa, responsável pelas investigações, acredita ter elucidado parte do crime e atribuiu a chacina a uma disputa territorial por porte de drogas. O curioso é que essa disputa acontecia dentro da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, também na Região Metropolitana, conforme diz Rosa e confirma a delegada do Cope, Nilcéia Ferrara da Silva que acompanha as investigações.
''O Hélio (morto na chacina) era traficante e vendia drogas dentro da Colônia Penal. Como o volume de drogas comercializada era muito alto, ele foi morto para que outras pessoas ficassem com o território'', revela o delegado. Tanto Marcos Taverna como Marcos Procecke, acusados pelo crime, eram detentos da Colônia Penal Agrícola. Ambos cumpriam pena por roubo e saíram na sexta-feira, dia do crime, para passar o feriado com a família.
Os dois foram reconhecidos por duas vítimas sobreviventes da chacina. ''Não há dúvidas de que foram eles, mas queremos saber agora se há algum mandante'', ressalta o delegado. Segundo ele, cabe a delegacia de Alto-Maracanã elucidar o crime e prender os envolvidos. ''Se há tráfico ali, não cabe a mim'', diz.


