A Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas na tentativa de assalto da aposentada Alice de Paula Gomes Capellari, de 66 anos, morta no sábado na Avenida Bandeirantes, na área central de Londrina. O delegado responsável pelo caso, João Batista dos Reis, não informou quantas pessoas estariam envolvidas, mas disse que está verificando alguns nomes.
Dois homens, ambos de 22 anos, foram presos em flagrante logo após o crime e um deles foi reconhecido pela filha de Alice como o autor do disparo que atingiu a cabeça da aposentada. Durante o interrogatório, os presos permaneceram em silêncio.
Alice, a filha e o marido foram abordados pelos assaltantes quando estacionavam o carro, um Corolla, próximo ao Hospital Evangélico. Armados, os bandidos exigiram que a vítima entregasse a bolsa e o celular. Em depoimento, a filha disse que a mãe arrancou com o carro e o rapaz atirou. "Não ficou claro no depoimento o motivo dela ter arrancado com o carro. Pode ter sido por causa do susto", disse o delegado.
Alice chegou a receber os primeiros socorros da equipe do Siate, mas não resistiu ao ferimento. O corpo da aposentada foi sepultado no domingo, no Cemitério Municipal de Cambé (Região Metropolitana de Londrina). Ela morava em Douradina (Noroeste) e ia visitar o neto recém-nascido no Hospital Evangélico.
A dupla de suspeitos foi presa logo após o crime, em um Gol verde. Eles têm antecedentes criminais e vão responder por latrocínio (roubo seguido de morte), crime cuja pena varia de 20 a 30 anos de prisão. O delegado Reis acredita que o caso terá um desfecho rápido. Ele tem prazo de 10 dias para conclusão do inquérito.
A morte da aposentada é o primeiro caso de latrocínio (roubo seguido de morte) registrado em Londrina em 2016. Além deste caso, a Polícia Civil também investiga a morte do empresário Antônio Quinelato, dono de um supermercado localizado no Jardim do Sol, na zona oeste de Londrina. Ele foi morto em um assalto na véspera de Natal, quando estava chegando em casa. Reis não quis dar informações sobre o caso para não atrapalhar as investigações.

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