Polícia procura fiscal do Ibama envolvido em desvio de madeira
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Cláudia Carneiro<br> De Guarapuava 
Até o final da tarde de ontem, a Polícia Civil de Guarapuava ainda procurava o fiscal do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Gil Breve do Prado, de 42 anos. O funcionário foi acusado pelo Ministério Público de Laranjeiras do Sul de envolvimento na comercialização irregular da madeira apreendida e doada para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Rio Bonito do Iguaçu (125 km a oeste de Guarapuava). A gerência executiva do Ibama em Curitiba instituiu, ontem, uma comissão de sindicância para apurar a denúncia.
De acordo com o promotor Marco Aurélio Tavares, o fiscal teria sido citado em vários dos depoimentos ouvidos desde a prisão dos primeiros cinco suspeitos, no último dia 21. O servidor federal, ao lado do fiscal do Instituto Ambiental do Paraná, André Barbosa Cordeiro, seria responsável pela apreensão das madeiras e a consequente doação do produto à Apae. Os fiscais e o chefe do escritório regional do IAP em Guarapuava, Celso Alves Araújo, são suspeitos de exigirem 'propina' para liberar a madeira, informou o promotor. André Barbosa está preso. Araújo e Gil Breve do Prado ainda não foram localizados.
Segundo informações do escritório do Ibama em Guarapuava, o funcionário está há duas semanas trabalhando na região de Guaraqueçaba. Gil Prado é servidor federal há mais de 20 anos e atua em Guarapuava desde 1990 como agente de defesa florestal, depois de ter sido transferido do Ministério da Saúde.
A gerência executiva do Ibama no Paraná informou ainda não ter recebido qualquer notificação oficial sobre o envolvimento do servidor. Mesmo assim, ontem à tarde foi instaurada uma comissão de sindicância que terá 30 dias para apurar as denúncias.


