Polícia prende suspeito de receptar carros roubados
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de dezembro de 1997
Guilherme Vieira 
Curitiba
Uma etiqueta de troca de óleo com um número de telefone permitiu que policiais do Centro de Operações Especiais (Cope), da Polícia Civil, solucionassem um caso de furto de veículo e realizassem a prisão de Aroldo José Ramos, de 44 anos, suspeito de receptação de carros roubados.
A ação aconteceu durante uma blitz realizada em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, quando o Grupo de Diligências Especiais do Cope descobriu na oficina de propriedade de Haroldo um grande volume de peças de veículos, entre elas as de um Chevette verde. Ao fazer contato com o número de telefone, os policiais descobriram que o carro havia sido furtado no dia 12 de dezembro em Curitiba. Imediatamente foi dada voz de prisão ao proprietário da oficina, que ainda tentou fugir do local.
Ramos foi preso em flagrante e está detido, aguardando audiência preliminar na Justiça. Ao ser preso, Ramos admitiu que as peças pertenciam ao carro roubado. Ele disse que havia emprestado sua oficina para um homem conhecido por Polaco, que pagou R$ 300,00 para desmontar naquele local o Chevette, o que teria sido feito em seis horas. Ramos admitiu ainda que utilizou do mesmo expediente ao emprestar sua oficina para uma pessoa conhecida como Carlinhos desmontar um automóvel Gol e uma perua Elba Weekend há cerca de dois meses.
O delegado Luis Fernando Artigas Junior informou que as investigações prosseguem para tentar descobrir para onde eram enviadas as peças do desmanche, e para identificar as pessoas que estão furtando os carros. Queremos identificar e prender todos os envolvidos nesse ciclo de furtos de veículos, pois tudo leva a crer que as peças desses automóveis roubados e desmontados na Região Metropolitana de Curitiba também estejam sendo vendidas aqui, disse o delegado.
Artigas informou que a pena para o crime de receptação de veículos furtados vai de três a oito anos de reclusão, e que Aroldo José Ramos já responde a um outro processo pelo mesmo crime.


