O estudante Fábio Muraro, 19 anos, foi preso em flagrante na noite de sexta-feira com duas cápsulas de LSD, entorpecente também conhecido como ‘ácido’. No carro do estudante, um Suzuki Swift, havia outras dez cápsulas e sete gramas de maconha escondidas em um porta-terço, dentro do porta-luvas.
Cada cápsula de LSD contém de oito a dez micropontos da droga. Um microponto é capaz de sustentar uma ‘viagem’ de seis a oito horas. ‘‘Pela quantidade que Muraro carregava, dava para perceber que não era só para consumo próprio’’, avalia o delegado Fauze Salmen, do 7º Distrito (Vila Hauer), responsável pelo flagrante.
Segundo Salmen, é muito difícil rastrear traficantes de LSD. Muraro já estava sendo seguido pela polícia há algum tempo, e foi pego em flagrante com a droga no bolso, por volta das 19 horas, no Omar Shopping, no Centro. ‘‘Ninguém entra num shopping para consumir ácido. Acreditamos que ele ia vender para alguém’’, diz o delegado.
Muraro, que cursa Engenharia Química na UFPR, disse que ganhou a droga de um amigo que mora no Chile. ‘‘Mas todo mundo sabe que o LSD é muito mais comum na Inglaterra, Estados Unidos e Canadá. Desconfio que ele está querendo ocultar o nome do fornecedor’’, disse Salmen. O estudante foi enquadrado no artigo 12 do Código Penal (tráfico de entorpecentes) e pode ser condenado a pena que varia de três a 15 anos de reclusão. O crime é inafiançável.
A droga foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para análise e depois deverá ser incinerada.

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