Polícia prende rapaz acusado de pedofilia
Israel Reinstein
A Polícia Civil prendeu ontem o assistente de produção, Gilmar Prochmann, 33 anos, acusado de pedofilia. Durante 45 dias, Prochmann telefonou para a menina R.C, de 8 anos, convidando para manter relações sexuais, em troca de presentes. O assistente de produção de uma fábrica de cimentos ele foi preso quando realizava novo telefonema.
De acordo com a mãe de R.C., Adélia C., Prochmann ligou para sua filha afirmando que era promotor de um concurso, que daria prêmios a quem soubesse responder algumas perguntas. Indagando sobre o nome de um personagem de televisão, ele pediu a minha filha que não falasse para ninguém sobre a conversa que tiveram. Caso contrário perderia os prêmios, contou a mãe.
Estranhando a atitude de Prochmann, Adélia comunicou ao marido, que pediu auxílio da Polícia Civil. A partir desse momento, os policiais passaram a orientar a família. Esse tarado conseguiu, por promessas de presentes, o endereço de nossa casa, além dos horários que eu e meu marido ficávamos fora, disse.
O rapaz era esperto, porque fazia ligações em dias alternados e em telefones públicos diferentes, disse o delegado do Grupo Tigre (Tático Integrado de Repressão Especial), Rogério Antônio Haisi. Outra estratégia do acusado de pedofilia era ligar a cobrar para a menina. Como não existia uma frequência, foi difícil para a polícia rastrear as ligações, afirmou, acrescentando , porém, que todas as chamadas foram gravadas.
Nas conversas com a menor o assistente de produção perguntava, após prometer uma bicicleta, como eram as características físicas dela. Em determinado trecho, ele pede para que se encontrem para dormirem juntos. Na minha vida policial, nunca enfrentei uma situação tão revoltante como esta, diz o delegado.
Apesar da revolta de Haisi, Gilmar Prochmann deve responder o processo em liberdade. Como não existe uma lei específica para esta prática, ele está sendo acusado pela contravenção de pertubação da ordem, que prevê pena de no máximo seis meses. Com isso, no máximo até amanhã (hoje) vou poder detê-lo, lamenta.





