Polícia prende quadrilha e apreende munição e carretas
Mauricio Della Barba
De Londrina
Uma operação conjunta entre a Polícia Militar e Civil de Cambé (13 km a oeste de Londrina) conseguiu prender ontem uma quadrilha especializada em roubo de cargas. A ação resultou na prisão de 10 homens e na apreensão de armas e munição de uso exclusivo do Exército, duas carretas, um caminhão e um automóvel.
A quadrilha foi pega de surpresa em um barracão, localizado na marginal da Rodovia Celso Garcia Cid, 2.651, no Jardim Sabará (zona oeste). Um soldado do Serviço Reservado da PM (P2) que passava pelo local desconfiou da movimentação de caminhões e pessoas e pediu reforços para uma averiguação. A operação, que contou com mais de dez policiais de Cambé e o apoio da PM de Londrina, durou pouco tempo. Não houve reação por parte dos acusados.
Acredito que a quadrilha estaria se preparando para uma ação nestes próximos dias, disse o delegado de Cambé, Nasser Salmen, que comandou a prisão. O delegado suspeita que a quadrilha faça parte de um grupo especializado em roubo de cigarros. Descobrimos fitas adesivas de lacre da Phillip Morris, disse Salmen.
A maioria dos homens presos é de São Paulo e Minas Gerais. Evangelista da Silva, Jorge Dias da Silva, Gean Lima Maciel, Hélio Paula Campos, Fábio Pereira, Emerson Luiz Martins de Souza, Luiz Carlos da Silva, Ademir Peguim, Charles Aparecido dos Anjos e Eurípedes Pereira dos Santos foram indiciados por formação de quadrilha e porte ilegal de arma.
Com a quadrilha, foram apreendidas duas metralhadoras calibre 9 mm, uma escopeta calibre 12, duas pistolas 9mm, uma pistola 380, muita munição e sete aparelhos celulares. A quadrilha estava bem estruturada, pois contava ainda com duas carretas Volvo fechadas, tipo baú, placa MCL-6270, de Pouso Redondo (SC), e GUV-6696, de São Paulo; além de um caminhão VW 914 baú, placa CPL-4459, de São Paulo, e um automóvel Astra CCW-9790 de Campinas (SP).
Um dos homens detidos negou que a quadrilha agia em assaltos a caminhões.Fui contratado para fazer uma escolta de caminhões pelo Sr. Francisco, de Curitiba, disse. O acusado não soube informar para quem e para onde seria feita a escolta. Sei que iria receber R$ 650,00 pelo trabalho.
A polícia ainda não apurou quem é o proprietário do barracão e dos veículos apreendidos. Foi uma surpresa e vamos averiguar tudo, inclusive os documentos de cada um, para ver se não são falsos ou roubados, explicou o delegado.





