Polícia prende mais um suposto skinhead
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de outubro de 2005
Maigue Gheths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com a prisão de mais um suposto integrante do grupo de skinheads de Curitiba, na sexta-feira, o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil acredita que conseguiu solucionar os casos de agressão a negros e homossexuais, ocorridos na Capital nos últimos meses. O grupo é acusado de vários crimes, entre eles a tentativa de assassinato de W.C.R.C., de 19 anos. O rapaz, homossexual e negro, foi atacado com uma tesourada no abdômen, na região da Rua 24 horas, no centro de Curitiba.
Ao todo, o Cope prendeu 12 supostos integrantes do grupo de neonazistas. O último a ser preso foi Raul Salutte Filho, de 20 anos, que apresentou-se no final da tarde de sexta-feira ao Cope. Em seu depoimento, o rapaz confessou ter estado com o grupo no dia da tentativa de homicídio, mas nega ter participado do crime.
O delegado Marcus Vinicius Michelotto acredita que, além de Salutte Filho, outras quatro pessoas estão envolvidas na tentativa de assassinato. Anderson Marondes de Souza, 21 anos, preso na quinta-feira, Eduardo Toniolo Del Segue, conhecido como ''Brasil'', André Lipnharski e uma adolescente. Os três últimos e mais oito pessoas foram detidos na quarta-feira, em uma operação realizada simultaneamente em diversas residências da Capital.
De acordo com o delegado, mais um rapaz de São Paulo receberá uma intimação para comparecer no Cope, suspeito de também ter participado do crime. Ele é acusado de integrar o grupo de ''carecas'' da capital paulista e de ser responsável por trazer os adesivos racistas, que foram espalhados por Curitiba. ''Com a apresentação dele, consideramos finalizado este inquérito de tentativa de homicídio'', afirmou o delegado.
Até agora, só Anderson Souza teve prisão preventiva decretada. Todos os outros tiveram a prisão temporária prorrogada, mas Michelotto pretende pedir nesta semana também a prisão preventiva de outros integrantes. Segundo o delegado, depois das prisões, mais seis vítimas reconheceram o grupo como seus agressores em outros crimes.


