Polícia prende homem por tráfico em Cambé
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terça-feira, 03 de março de 1998
Célia Baroni 
A polícia de Cambé (Norte do Estado) prendeu ontem, em flagrante, Roberto Carlos dos Santos, 26 anos, por tráfico de drogas. A operação foi realizada por volta da 6 horas da manhã em parceria com três homens do serviço reservado da Polícia Militar. O delegado Nasser Salmen (foto) comandou a operação, que resultou na apreensão de uma pedra de 70 gramas de crack - material suficiente para preparo de 100 papelotes -, 10 trouxinhas de maconha e 14 papelotes de pasta base de cocaína já embalados para venda.
A droga foi encontrada na residência de Santos, na rua Paranaguá, esquina com a rua Porecatu, em Cambé. Um mandado de busca e apreensão concedido pelo juiz Abílio Sodré de Freitas permitiu a ação rápida da polícia. Vários indícios mostravam que o local estava sendo usado como ponto de venda de drogas. A agilidade do juiz em conceder o mandado é muito importante para o sucesso deste tipo de operação, frisa Nasser.
O delegado conta que vários usuários de droga abordados pela sua equipe disseram ter comprado drogas de Roberto Carlos dos Santos. A prisão em flagrante de três traficantes, em Londrina, no mês de fevereiro, reforçou a suspeita da polícia. Eles confessaram ter comprado drogas - 43 papelotes de crack e 40 gramas de maconha - em Cambé. Deram como referência o endereço de Santos.
A pedra de crack foi encontrada camuflada, embaixo de um quadrado de grama. A grama do quintal estava toda compacta, por isto estranhei encontrar um lugar onde ela parecia estar fofa. Retiramos a grama e encontramos a droga, revela o delegado. O restante da droga (cocaína e maconha) foi encontrado em um gaveteiro, dentro da casa de Santos, escondida embaixo de roupas de criança.
Santos nega ser traficante e disse à polícia que a droga encontrada em sua casa é para uso próprio. Mas o delegado acredita que a casa de Santos funcionava como ponto de venda de drogas há mais de um ano. O tráfico de drogas é crime hediondo e inafiançável. A pena pode chegar a 15 anos de prisão.
O delegado Salmen diz estar preocupado com o avanço do uso do crack. Essa droga ainda vai matar mais que a Aids, acredita. Ele afirma que o número de pontos de venda da droga em Cambé ainda seja pequeno. A maioria dos usuários prefere ir até Londrina, onde há mais pontos de venda. Por ser uma cidade maior, eles se sentem mais seguros.


