A polícia de Cambé (Norte do Estado) prendeu ontem, em flagrante, Roberto Carlos dos Santos, 26 anos, por tráfico de drogas. A operação foi realizada por volta da 6 horas da manhã em parceria com três homens do serviço reservado da Polícia Militar. O delegado Nasser Salmen (foto) comandou a operação, que resultou na apreensão de uma pedra de 70 gramas de crack - material suficiente para preparo de 100 papelotes -, 10 trouxinhas de maconha e 14 papelotes de pasta base de cocaína já embalados para venda.
A droga foi encontrada na residência de Santos, na rua Paranaguá, esquina com a rua Porecatu, em Cambé. Um mandado de busca e apreensão concedido pelo juiz Abílio Sodré de Freitas permitiu a ação rápida da polícia. ‘‘Vários indícios mostravam que o local estava sendo usado como ponto de venda de drogas. A agilidade do juiz em conceder o mandado é muito importante para o sucesso deste tipo de operação’’, frisa Nasser.
O delegado conta que vários usuários de droga abordados pela sua equipe disseram ter comprado drogas de Roberto Carlos dos Santos. A prisão em flagrante de três traficantes, em Londrina, no mês de fevereiro, reforçou a suspeita da polícia. Eles confessaram ter comprado drogas - 43 papelotes de crack e 40 gramas de maconha - em Cambé. Deram como referência o endereço de Santos.
A pedra de crack foi encontrada camuflada, embaixo de um quadrado de grama. ‘‘A grama do quintal estava toda compacta, por isto estranhei encontrar um lugar onde ela parecia estar fofa. Retiramos a grama e encontramos a droga’’, revela o delegado. O restante da droga (cocaína e maconha) foi encontrado em um gaveteiro, dentro da casa de Santos, escondida embaixo de roupas de criança.
Santos nega ser traficante e disse à polícia que a droga encontrada em sua casa é para uso próprio. Mas o delegado acredita que a casa de Santos funcionava como ponto de venda de drogas há mais de um ano. O tráfico de drogas é crime hediondo e inafiançável. A pena pode chegar a 15 anos de prisão.
O delegado Salmen diz estar preocupado com o avanço do uso do crack. ‘‘Essa droga ainda vai matar mais que a Aids’’, acredita. Ele afirma que o número de pontos de venda da droga em Cambé ainda seja pequeno. ‘‘A maioria dos usuários prefere ir até Londrina, onde há mais pontos de venda. Por ser uma cidade maior, eles se sentem mais seguros.’’

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